Reality Show: verdade ou mentira?

17 01 2010

Na semana passada estreou mais uma edição do BBB aqui no Brasil, um monte de gente não desgrudou os olhos da tela, da internet, do

Big Brother Brasil - Já deu né....

celular… o que possa conectá-los ao que acontece dentro daquela casa. Eu nunca gostei, tá certo que vez ou outra a gente assiste, mas ultimamente eu tenho me questionado sobre isso. Dessa vez foram mais de 16 mil inscrições de todo país, e eles chamam 5 participantes que já foram confinados em outras edições, depois selecionaram uma menina sem graça do twitter e um cara que se acha blogueiro porque publica fotos de sua intimidade em um blog. Sem contar os modelos em todas as edições.

Por que as pessoas insistem em querer participar disso? A seleção não é natural… só aparece quem já tem o pezinho na fama, de algum jeito. A maioria não acredita que tem roteiro para seguir dentro da casa, e que é armado a maioria dos paredões. O povo continua acreditando e assistindo. Como se eles também acreditassem que no banheiro da Gisele Bundchen eles vão encontrar Pantene ou no da Xuxa um pote de monange.

Outros realities colocam artistas para participar, eles oferecem prêmios em dinheiro e um baita marketing pessoal, como “A Fazenda” da Record, ou a “Casa dos Artistas do SBT“… e as pessoas continuam a dar ibope e importância. Vale mais ajudar um artista que saiu do foco, ou ajudar uma instituição de crianças carentes ou portadoras de doenças especiais?

Não vou criticar todo tipo de reality, eu gosto do “Troca de Famílias”, por exemplo. Ou da “Super Nanny”, ao menos eles ensinam alguma coisa, há uma troca de experiências entre os participantes e os telespectadores.

Outro dia li em algum lugar que daqui a alguns anos quando um participante do BBB for se aposentar,  o cara  do INSS vai perguntar: – Qual sua profissão? E ele responde: – Sou ex-BBB.

Pode ser que para alguns seja uma forma ótima de entretenimento, uma distração, um desejo de querer estar por lá. Mas, acho que tá na hora do povo brasileiro começar a exigir mais da televisão aberta, afinal, é uma forma também de educar e transmitir conhecimento ao público.

Quanto à galera que ainda acredita no BBB, aí vai uma dica: Mulheres façam plástica e malhem bastante, mostrar o corpo por lá é fundamental para uma edição da Playboy, Homens precisam ser sarados, ou no mínimo com potencial de o ser.

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