Peripércias de fim de ano

15 12 2009

Eu não sei da onde as pessoas tiraram as chamadas simpatias de ano novo, só sei que desde quando eu me dei por gente a família toda se atrapalhava na hora da virada para escolher a bendita da simpatia que faria, e que traria no ano seguinte mais dinheiro no bolso, saúde para dar e vender, amor, prosperidade e saúde.

Comer sete uvas e guardar as sementes na carteira, pular sete ondas, pegar a nota mais alta de dinheiro e colocar no bolso, comer uma colher de lentilha bem na hora da virada, mandar barquinho para Iemanjá…  Foram tantas que eu nem sei dizer qual delas é a mais poderosa de todas. Mas, uma delas, a que eu achava a mais nada a ver de todas, foi uma que embaraçosamente eu fiz de 2005 para 2006 e que foi a que deu certo.

Quando a gente pensa em simpatia pelo menos eu penso assim, a gente tem que ter certeza de que ao fazer aquilo o desejo vai acontecer, essa simpatia eu duvidava muito, mas como era o ano em que eu estava prestando o vestibular – e cá entre nós vestibulando faz promessa até pra Deus mesmo sendo ateu – resolvi tentar.

O esquema era você tinha que achar a lua, a posição certa dela, mesmo entre nuvens (só não dá certo se ela estiver nova) depois, você tinha que mentalizar o pedido de querer dinheiro, no meu caso eu pedi uma vaga na USP, e então dar uma abaixada rápida nas calças e mostrar o bumbum pra lua. Pois é, foi ridículo, mas funcionou! =)

No calor da meia noite as pessoas com as taças de champagne nem ligam para o que você vai estar fazendo na virada, o esquema tem que ser rápido, porque aí dá tempo de você tentar algumas outras ao mesmo tempo, tipo, abaixe as calças com 7 uvas na boca, e depois pule sete ondas…. Que seja!

E vocês, quais foram as simpatias que deram certo na virada de ano?





Indagações sobre saúde

9 04 2008

Li dois artigos na Revista da Semana na seção Saúde e que me deram inspiração para elaborar um post. O primeiro artigo fala sobre o site Patients like me (pacientes como eu), um site de relacionamentos parecido com o Orkut, mas com um intuito extremamente solidário. Pessoas que sofrem de doenças trocam informações sobre remédios, sintomas, tratamentos, trocam apoio. O interessante é que o usuário em vez de procurar a pessoa por sexo, cor do cabelo ou fotos que acham interessante (como fazem no Orkut), acham umas as outras digitando a doença em questão, o histórico da pessoa e de sua doença são registrados em forma de gráfico e aparecem em seu perfil.

No artigo abaixo o tema era sobre uma nova droga que é capaz de apagar algumas lembranças traumáticas, semelhante ao filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, tendo como trauma: assaltos, ex-soldados, pessoas violentadas, exilados de guerra, órfãos…
Não é um caso para se pensar? Pessoas que sofrem de alguma doença lutando para viver trocam informações e se ajudam mutuamente, pois não podem simplesmente esquecer que estão doentes, e do outro lado, pessoas que por conta de um trauma não conseguem continuar a ter uma vida normal e necessitam de alguma droga que as façam esquecer.

Nem sempre a força necessária para continuar em frente consegue nascer em todas as pessoas, mas será que apagar as lembranças não faria com que elas apagassem uma parte do que elas foram também? Será que a droga sabe exatamente em qual área do cérebro está armazenado o dia X, na hora X? Pensei comigo que a força de vontade de viver de alguns, podia também ajudar a outros, que embora não tenham uma doença física possuem uma mente perturbada.

E vocês leitores, teriam coragem de tomar a droga?