Área de Letras:Experiência ou teoria?

7 02 2011

Tenho recebido muitos comentários do post que escrevi sobre o curso de Letras, principalmente de pessoas que já estão no

Sala de aula

mercado de trabalho e querem mudar de ramo, mas por não terem experiência se sentem empacadas, ou muitas vezes por pessoas que querem cursar o a graduação, mas se sentem retraídas de ficar sem emprego por não conhecerem o mercado de trabalho.

O que eu posso dizer para vocês é que as pessoas esperam muito de uma graduação, pensam que na faculdade você aprenderá a teoria, a prática e todos os setores em que pode atuar como profissional, e isso não existe. Primeiro porque a experiência vai de cada pessoa, segundo porque a faculdade está ali para ensinar a base e os vários ramos em que a teoria atua, tanto que se a medicina não evoluísse não teríamos a cura de várias doenças, e soluções são a mistura da teoria aplicada a uma nova prática. Com Letras é a mesma coisa, o rumo dos profissionais no mercado depende deles mesmos.

Digamos que o mercado de trabalho não é um ser que decide onde você vai atuar, é você quem decide ir atrás daquilo que acha que tem aptidão, mas temos que estar preparadas para receber vários nãos e rejeições também, porque muitos profissionais de RH não conseguem enxergar num curso as diversas possibilidades que ele tem, por isso é bom quando a entrevista é feita direta com um gestor, pois ele pode enxergar em você o que procura e ainda te deixar desenvolver, já o RH vai seguir apenas o que pedem na ficha, curso tal, requisito tal, experiência tal.

Um dos diferenciais na hora de decidir a carreira é estagiar, imagine que você está para se formar em matemática e não consegue falar em público, mas adora ensinar. O que fazer? Uma opção é trabalhar em editoras, onde você pode confeccionar exercícios para livros didáticos. Ou então, você acabou de se formar em engenharia mecânica e quer montar carros na Itália, mas não sabe italiano e nem tem dinheiro para ir até lá, uma solução é começar um curso de italiano e procurar alguma empresa que tenha sede por lá, para mais tarde tentar uma transferência. O bom profissional hoje em dia é aquele que se antecipa nas falhas do mercado em que quer atuar e persiste naquilo que gosta.

Respondendo a uma pergunta feita no blog:

“Faço o 6° semestre do curso de Letras português/inglês, e ainda não sei qual rumo seguir. No início sonhava em lecionar língua inglesa porém, o que aprendemos na faculdade não é suficiente para encarar uma sala de aula, depois me apaixonei pela literatura (eu já gostava muito), enfim gostaria que você me desse uma dica do que fazer, se faço uma pós-graduaçao, ou um mestrado”.

Nesse questionamento vemos alguns problemas:

– O primeiro rumo a ser seguido (lecionar) não é o rumo decisivo, a causa foi achar que o preparamento dado nas aulas da graduação não era suficientemente forte para encarar uma sala de aula.

Observação: Quando fazemos Letras com ênfase para ser professor (licenciatura), o preparamento se dá de duas formas, seminários e acompanhamento in loco. Ou seja, o seminário dado em sala de aula faz com que você aprenda a lidar com a teoria e a forma como vai transmitir isso aos seus alunos, o segundo são os estágios em escolas, em que os alunos acompanham algumas aulas para saber as dificuldades que vão lidar no dia a dia. Isso não é segurança nenhuma, mas quem vai ser professor sabe que não vai parar nunca de estudar e se preparar.

– Segunda parte, gostar de literatura significa que quer mudar o rumo do ensino da língua, para o ensino da literatura?

Observação: Dar aulas de língua ou de literatura significa encarar uma sala de aula do mesmo jeito, e eu ainda acho que literatura é pior. Porque a maioria dos meus colegas gosta pois interpreta  a história, o conto, o livro de um jeito e quer se aprofundar no autor, mas dar aula de literatura significa também aceitar a opinião do aluno, e ensiná-lo a conhecer as linhas críticas que há por trás de cada era literária. Há preparamento para isso? Não acho que exista.

O ponto das observações acima só evidencia que as pessoas acabam se iludindo com aquilo que esperam de uma graduação, pós, especialização. Todos os cursos que fazemos são como guias, que nos levam aonde queremos atuar. Não devemos ter medo de não saber se vamos conseguir, o que temos que ter em mente, é que se queremos algo temos que ir atrás.

E o meu conselho para a dúvida acima é: Tente dar aulas particulares, de inglês e literatura, veja qual te dá mais empolgação. Quanto a pós ou mestrado, servem para atuar lecionando em nível superior onde o aluno costuma ser mais rigoroso com o professor. Por mim, o que precisamos no país é de base, e de professores que transmitam a paixão de estudar para os alunos.

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Profissão: Letras

4 03 2009

A questão começa quando eu respondo qual é a minha graduação e as pessoas rebatem com uma pergunta:

“- Ah, você quer ser professora?”

 

Nos primeiros anos de faculdade isso me irritava de maneira incrível, como se todas as pessoas tivessem um cabresto quando olhassem para os cursos de ciências humanas, tá certo que tentei Letras por ser jornalista frustrada, sem dinheiro para bancar uma Cásper ou a Metodista intentei por duas vezes a ECA-USP.

De lá pra cá aqueles míseros pontos que te barram me tiraram cabelos das raízes do meu couro cabeludo (o que surtiu pouco efeito, visto que tenho muito) e eu comecei a ser uma pessoa que procura novos horizontes.

 

Parei e me perguntei, e aí? O que você quer com jornalismo? Porque quando eu dizia que estava prestando o vestibular para esse curso as pessoas rebatiam com outra pergunta:

“- Ah, você quer ser âncora?”

 

Descobri que queria escrever, mexer com conteúdo, e que ser redatora era uma das metas, e fui procurar o coordenador do cursinho para me orientar, fui saber os cursos que me permitiam chegar aonde eu queria, sem ter que cursar jornalismo, e ele veio com: Ciências Sociais e Letras.

 

Fiz minha pesquisa pela internet e prefiri Letras a Ciências Socias porque nunca gostei de filosofia, antropologia e todos os estudos humanos, e também porque meu inglês, modéstia parte, era um forte meu. ; )

 

Passei! e também consegui a bolsa de Jornalismo na Metodista, e preferi a Usp – não vou responder hoje essa questão de privada e pública. Só sei que retornando aos primeiros anos, eu ficava perdida, em turmas de pessoas com aquela mente fechada, que viam o curso como formaçào de professores e quando muito, formação de tradutores.

 

Fui além, meu primeiro estágio foi na área de jornalismo, meu segundo estágio foi na área de pesquisa de mercado, em um terceiro trabalho dei aulas (pra ver se eu poderia optar por isso) de inglês e agora estacionei aqui em um site indexador de blogs, mexendo com a área de conteúdo e produtos. E sinto muito muito orgulho do meu curso =)

 

Cursando Letras a gente aprende a pensar melhor, aumenta o nível de cultura, faz reflexões, entende a sua língua mais aquela que você aprende se optar (no meu caso Espanhol), escreve de uma forma incrível – com aquela capacidade de aumentar ou sintetizar o texto sem perder a qualidade -, fica craque em revisão, sabe o que usar e quando usar, enfim, amplia demais as habilidades que muitas outras profissões necessitam.

 

A formação de um profissional de Letras garante que ele trabalhe em diversas áreas, e eu admiro quem consegue ir além das expectativas, podendo ser:

Redator, Editor, Tradutor, Revisor, Secretária Bilíngue (ou até mais línguas), Professor, Crítico textual, Escritor, Pesquisador, Blogueiro, e por aí vai, e trabalhar em diversas áreas que exijam um bom texto, um bom profissional da língua e um crítico perspicaz.

 

Poderia colocar diversos links de vagas diferentes que acho para quem cursa ou é formado em Letras, mas de fato só quero passar a mensagem que ninguém precisa se limitar ao que o curso aparenta aos olhos do povo, quem sabe inovar, cresce.

 

Ainda não tenho um caminho certo, só sei que pretendo seguir caminho editorial ( o quarto ano da faculdade fez meu foco profissional mudar) e sei que grande parte desse caminho será digitalizado daqui a alguns anos, e eu tenho visão.

 

E você? Que curso faz? Sabe explorar as qualificações que adquire nessa graduação? Compartilhe!

 

See you guys, Hasta luego muchachos, Até mais!