A importância dos seriados

7 02 2010

Ao invés de gostar de novela, eu gosto de seriado. Tudo se trama e se acaba em um capítulo, você gosta ou odeia os personagens por várias vezes, mas sempre sente falta deles quando tudo acaba.

Dependendo do roteirista você acaba até adaptando certas frases e expressões no seu dia a dia, ou usa para comentar alguma coisa que aconteceu em sua vida que pareceu igual.

Tem seriado para todos os gostos, todas as idades e você sempre aprende algo novo sobre medicina, sobre a vida, sobre homens, mulheres, fantasmas, paleontologia, moda, etc. Acho que os seriados têm o fator lição muito mais forte do que as novelas brasileiras, e olha que há seriados muito bons na TV, como foi o “Confissões de adolescente”, ou como é o “Tudo o que é sólido derrete”, ambos da Tv Cultura- voltados para o público jovem, lidando com certos tabus de adolescentes sem se estender por dramas e capítulos com elenco do escalão rico, e elenco do escalão pobre.

Seriados brasileiros de curta duração que contam algo da nossa história também são valorizados, como foi o caso da “A casa das 7 mulheres” ou “JK”, o problema é que passam às altas horas da noite, e nem todo mundo agüenta até que eles comecem. Quem tem TV a cabo é que se esbalda com as séries americanas, rindo com seriados nada a ver como “Two and a half men”, “Friends”, “Gossip Girls”, rindo e aprendendo com “Grey’s Anatomy” ou “The Big Ben theory”… e tantos outros novos que aparecem a cada fim de temporada. Acho que sofri bastante quando a greve de roteiristas aconteceu há dois anos. =P

Mas o que me fez escrever o post foi a concorrência pelo segundo lugar na audiência entre o SBT e a Record, acho que até sai ganhando com

Irmãos Winchester

isso. No horário nobre o SBT colocou os irmãos Winchester para competir com a novela das 8 da Globo, e a Record perdeu números… resultado? Após o fim da temporada de “Supernatural” a Record passou o “CSI” para o mesmo horário de “Gossip Girl”, para tentar vencer a concorrência. Resultado dois: o povo não agüenta mais o drama das Helenas de Manoel Carlos e nem os dramas do escalão rico e do escalão pobre das novelas em geral.

Quando as pessoas chegam em casa, depois de ver o jornal com bastante notícias sobre chuva, assassinatos, roubos, queda da bolsa, Robinho, política… elas querem ver coisas legais, distrair-se. Se o seriado alcançou o segundo lugar da audiência é prova de que em breve poderá haver uma reformulada geral na grade da TV brasileira (meus votos o/). Aliás, em outro futuro post vou escrever sobre o Good Day News, que é um projeto bem bacana criado no Reino Unido.

Para quem curte séries que nem eu, é legal tentar preencher a versão do dia e da noite desse jogo “Fantástico Mundo das séries”. E quem sabe a gente não começa uma grande leva de emails para o SBT e Record manterem por um bom tempos novas séries no horário nobre, principalmente para quem não tem acesso à TV a cabo, ou mesmo investirem em séries brasileiras (sem ser estilo Malhação, por favor) por que o enredo funciona, distrai, ensina e agrada ao público.

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