Sobre velhos hábitos

9 08 2009

Outro dia estava conversando com meu namorado sobre como São Paulo é grande e diferente de outras cidades do Brasil, que as vezes até parece estrangeira. Numa dessas pautas, eu lhe disse que não sei identificar os prédios famosos de São Paulo, que não sejam históricos. Quando fomos para o Rio, o taxista nos informou que aquele prédio com formato esquisito perto da estação de bonde de Sta Tereza era o da Petrobrás, quando muito eu sei dizer onde fica o MASP (sim, uma vergonha para uma paulistana nata).

Daí, que com meu namorado, que nem é de São Paulo, aprendi a gostar de corrida de cavalos, não tanto como ele gosta, mas me tornei simpatizante, o Jóquei Clube de São Paulo é um lugar muito lindo, ali na Cidade Jardim. Fui entrar mesmo ano passado, porque como muitos, eu tinha a vaga idéia de que era algo totalmente elitizado. Mas, se você for ver mesmo o restaurante de lá serve até sanduíche por uns R$15, e cada aposta tem o valor mínimo de R$2 (no começo é mais fácil jogar só no vencedor, haha).

Essa era a égua que eu joguei, mas não ganhou.

Essa era a égua que eu joguei, mas não ganhou.

Não estou tentando convencer você leitor a ir até lá apostar, tanto porque eu achava que era só gostar de um nome e fazer uma fezinha (o que é deveras equivocado, visto que há estatísticas, todo um estudo e um jargão que eu ainda custo a entender), mas estou tentando dizer que toda cidade tem seus encantos e hábitos. O jóquei de São Paulo foi fundado em 1875, primeiramente na Mooca, quando as apostas ainda eram feitas em contos de réis. Anos mais tarde, em 1941 é que o Jóquei da Cidade Jardim nasceu. Passou pelas revoluções da cidade, por presidentes diferentes, teve seus momentos de ouro, de quase falência e hoje em dia está recuperando seu brilho. E ainda tem gente, que pensa como eu pensava, risos. Acho que tudo acaba fazendo parte da história do local, cabe a nós querermos ir até lá conhecer.

Moro perto do museu do Ipiranga, acho que fui lá tantas vezes que nem sei dizer o número, mas é só por que é coisa de bairro. Sou a favor de cultivar os velhos hábitos, de instigar a cultura de um local e de reviver épocas, mesmo que por algumas horas. Não é o material que constrói uma pessoa, e sim aquilo pela qual ela passou e aprendeu.

Dei conta só esses dias que há muitos lugares em São Paulo que eu nem sei como ir e onde fica, e fico eu sonhando em conhecer outros países, quando mal saberei dizer aos estrangeiros as belezas da minha terra. E você? Quais os lugares por onde passou ou gostaria de passar  em sua cidade? Compartilhe, é assim que se semeia a vontade de conhecimento.

Um dos ângulos do JCSP

Um dos ângulos do JCSP

Ângulo parecido, só que do JCRJ

Ângulo parecido, só que do JCRJ

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A hora e a vez dos Blogueiros

29 06 2009

Semana passada, antes da morte do Michael, eu ainda estava acompanhando o bafafá da revogação e os números que meu blog estava alcançando com tudo isso. Daí que recebi por email uma coluna do Digestivo Cultural que falava que agora jornalismo era fazer blog, não necessariamente com essas palavras.

Todos sabemos que há uma rixa entre blogueiros e jornalistas, e que não há um vencedor. Mas, com a internet e a propagação dos meios de comunicação que incluem a escrita como meio, não há como dizer que qualquer um possa realmente falar aquilo que pensa.

Cabe aos meios de comunicação peneirar as informações e a qualidade daquilo que se vai ler, muito embora todo mundo possa ler de tudo hoje em dia digitando aquilo que se quer em algum buscador da internet. Por conta disso, a revogação da lei acabou expondo aquilo que já estava óbvio, o poder da informação não é mais controlado pela mídia, talvez pelo Google, rs.

Ter um blog hoje em dia é quase que um portifólio de quem trabalha com comunicação, blogs especializados, blogs informativos, blogs para downloads, blogs de opinião, de arte, de sacanagem, de literatura, de design, de política… blogs. Aquilo que é chamado de coluna nas revistas criou perninhas e saiu andando pela internet, e não há quem possa controlar todo esse conteúdo. Se há qualidade ou não, isso só quem vai poder julgar é o leitor.

Só aqui no Brasil que o jornalismo é tratado desse jeito, o jeito do monopólio. Parece que não esqueceram da monocultura da cana e do café, e vão implantando esse sistema em tudo o que é possível. Liberdade de expressão foi um dos motivos para que a lei fosse revogada, e agora? Como vão usar esse monopólio, não é mesmo?

Não acho que jornalismo hoje em dia é feito por blogueiros, mas acho que os blogs foram surgindo por pessoas que tem muito o que falar e que aos poucos foram conseguindo espaço para divulgação. O ser humano tem a necessidade de se expressar, e aqui tudo é cortado, editam as cartas dos leitores, editam as informações, editam as imagens, editam as fontes. Editam tudo até chegar no ponto do brasileiro acreditar mais nas manchetes do que em um documentário, porque documentário faz as pessoas pensarem, e a mídia quer pensar por eles. E agora?

Nem todos os blogueiros escrevem posts de qualidade, nem todos eles são contra os jornalistas e nem todo mundo sai ganhando com essa revogação, mas uma coisa é fato, a comunicação vai mudar daqui pra frente, e creio eu, que para melhor.





Salve à tecnologia!

3 02 2009

Outro dia estava comentando com um  amigo meu pelo gtalk que a tecnologia nos afeta há muito tempo, e é até estranho usar a palavra “afetar”, visto que é um termo nocivo, mas, melhorando o ângulo da coisa, poderíamos dizer que a tecnologia nos influencia.

 

Anos 90, tanto eu como meu amigo éramos nanicos, fato, e nos filmes americanos quando víamos a turma dos bad boys das escolas, eles sempre estavam com aqueles big rádios desfilando em seus ombros ditando sua música pelo quarteirão afora, ou até aonde a potência do som fosse capaz de ecoar.

 

Hoje em dia, vemos aqui mesmo no Brasil ,as pessoas “compartilhando” seu gosto musical através de alto falantes super-potentes (com ou sem hífen?? aaah velha ortografia) instalados nos carros, em celulares de nova, velha e de gerações paralelas, naqueles mp3, mp4, mp5, ipods e semelhantes.

 

Vêem? (esse é sem acento, mas eu bato o pé!) Não só a liberdade de expressão encontrou novas formas de se propagar, mas como a variedade de estilos e classes sociais têm também acesso.

 

Outro exemplo tem a ver com as nossas profissões (tudo bem que somos estagiários ainda, mas trabalhamos do mesmo jeito) eu aqui estagiando no Blogblogs, aprendendo sobre a blogosfera todos os dias, e ele lá aprendendo coisas sobre design – webdesign para ser mais específica. Quando ainda éramos nanicos, essas profissões estavam no âmago da alma dos criadores, que na época deviam ser adolescentes rebeldes sem causa que nem sabiam que poderiam mudar o futuro, e consequentemente nos empregar =)

 

Não sou do tipo que sai espalhando minha lista musical por aí, ou que não vive sem a tecnologia, mas assumo que ela faz parte do meu dia a dia e que tem muitas chances de permanecer junta ao meu caminho profissional.

 

Hoje, não tenho links para colocar no texto, mas já vale o fato de você ter clicado na minha URL, lido o meu post, e ter refletido em cima dessas tags principais. Sacou? hã hã?

 

Até mais!