Conteúdo a nova área da Comunicação

24 03 2014

Como na moda o mercado de trabalho adora repaginar cargos e funções, justamente por que ele está em constantes transformações e demandas. Quando fui atrás de cursar Letras os cargos em que o pessoal formado em bacharel trabalhava eram: redator, editor, tradutor e revisor, basicamente no meio impresso e parte mudando para o digital.

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Conforme os anos foram passando, o profissional do texto (letrado ou jornalista) começou a ter uma transformação desses cargos, mudando para: redator web, analista de comunicação, redator publicitário, editor web. Isso, mais ou menos, em 2011/2012. Com o crescimento da internet e das redes sociais, o cargo de web acabou ganhando concorrência, e o profissional do texto se viu em novas transformações como: assistente/ analista de conteúdo, assistente/ analista de mídias sociais, editor de mídias sociais, revisor publicitário, revisor web.

E o que agora é pior do que antes, não só de Letras e Jornalismo vive esse mercado, mas agências digitais surgiram e começaram a exigir em requisitos que os profissionais do texto, agora chamados de conteúdo, fossem formados em Marketing. Isso mesmo.
Fui investigar a grade de alguns cursos de marketing puro, não atrelados a Publicidade e Propaganda, e descobri que eles não têm matérias que trabalhem com textos, os diferentes tipos de texto/ público alvo, diferentes tipos de linguagem, e até mesmo, cobertura de eventos. Mas, então, por que esses profissionais estão sendo consumidos avidamente nessa área, já antes disputada? Erro de Recursos Humanos.

Para um trabalho qualificado com o texto uma equipe precisa ter alguém que planeje a campanha/ estratégia, alguém que ajude a divulgar o projeto e alguém que desenvolva esse conteúdo. O que se nota do mercado é que eles acham que o profissional de marketing sabe escrever e fazer tudo isso descrito acima por apenas um salário. E a qualidade do trabalho final, nem sempre agrada.
O curso de Letras e de Jornalismo ensina os profissionais a lidarem com o texto em suas diferentes formas, em mídias diferentes. Na minha grade estudei textos em jornais, revistas, sites, livros, panfletos e como a linguagem era abordada em cada um desses meios. Tive um ano de teoria do texto, além de estudar os fenômenos da língua e suas transformações. O conteúdo de sites e mídias sociais nem sempre precisa de um redator publicitário, mas sim, de um jornalista/ letrado que saberá colocar informações aos consumidores. Linguagem conativa não é tudo no mercado de comunicação minha gente.

Hoje enfrento dificuldade em encontrar vagas que reconheçam os profissionais do conteúdo como letrados e jornalistas, e tenho pensado em fazer uma pós em comunicação e marketing para ver se consigo entrar nessa concorrência. Meu apelo com o post é de conscientizar os profissionais dos recursos humanos a considerar que para uma vaga de conteúdo nem sempre o marketing será a solução, é bom que busquem ler e entender as disciplinas e grades dos cursos atuais, além de levar em consideração cursos extras, experiência profissional e vontade de se desenvolver do profissional.

Quem faz Letras nem sempre quer ser professor, e quem faz jornalismo nem sempre que ser assessor de imprensa, ou âncora. Vocês poderiam ser mais dinâmicos?

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Conhecimento e atualização em cliques

22 10 2010

Há uns tempos atrás quando a internet ainda era discada algumas profissões que temos hoje em dia não tinham ainda nem cogitação de existir, principalmente as que lidam no cotidiano do virtual, digital.

Hoje em dia topamos no Twitter e em sites de vagas com várias vagas de: analista de mídia, analista de rede social, redator de conteúdo online, webdesigner, freela de 3D, jornalista web e dentre outras tantas profissões que a internet abriu leque. Lembro que quando fui prestar vestibular eu queria primeiramente ser publicitária (isso aos 17 anos, antes eu quis ser arquiteta, ufóloga, desenhista e cantora de uma banda pop) até que ouvi na TV que o mercado estaria entupido nos próximos 20 anos, mudei de idéia e percebi que tinha talento para escrita, então me meti nessa de virar blogueira aos 16 anos, manter o hábito até os dias de hoje, ser assistente de comunicação e editora/redatora do site institucional da minha empresa, heheh.

O ponto desse post, porém, é lembrar que o mercado sempre muda, e que embora haja tendências disso ou daquilo, a gente precisa ficar esperto em seguir aquilo que é realmente relevante para nossa carreira. Uns tempos atrás escrevi um post falando sobre o fator essencial de profissionais da comunicação e do design terem portfólios online, principalmente para ajudar na divulgação dos trabalhos e não depender do mercado que vive instável e taxando as vagas e pessoas que aparecem para concorrer por elas.

Uma ação super legal que veio com a internet são os cursos online, outro dia resolvi fazer um de assessoria, para aprender sobre as tendências dos novos releases, no começo fiquei meio cabreira achando que não ia aprender nada, mas confesso que foi uma das experiências que mais me surpreendeu nesses últimos tempos, além de achar o conteúdo muito útil, a aula era interativa e o professor deu muito material para consulta e pesquisa. Incrível não? Para quem quiser experimentar um curso desses na área de comunicação o site é: http://www.comuniquese.com.br/

Já meu namorado que é designer, prefere procurar por tutoriais na internet, ele diz que ajuda a tirar as dúvidas de ações específicas que ele precisa saber e é geralmente de graça, mais um ponto para a internet. Mas, não fiquemos dando glória apenas para aprender via web, os cursos presenciais ainda estão no topo da minha preferência, mas hoje em dia ninguém mais pode dizer que não tem recursos para se especializar mais na área, não é mesmo?

Para quem quer fazer cursos na área de gestão e administração a FGV também tem cursos online que dão certificado, mas é sempre de uma forma mais restrita, para mais informações: http://www5.fgv.br/fgvonline/cursosgratuitos.aspx

Isso dentre tantas outras áreas que também tem seus sites para ajudar o povo a ficar mais atualizado na carreira, sem gastar muito ou sair de casa. Afinal, um fator decisivo para o crescimento do desemprego é a falta de mão-de-obra qualificada.

Antes de finalizar o post quero mostrar dois portfólios de design, um do meu namorado o Vinícius Marques e outro de um amigo o Rodrigo Rezende, não só ajudando a divulgar, mas é um exemplo de profissionais que estudam todos os dias para manter os trabalhos com qualidade, fica a dica.

Portfólio Vinicius Marques - 3D e 2D

 

Portfólio: http://viniciusxmarques.carbonmade.com/

Atualmente trabalha como freelancer na área de 3D no setor de arquitetura e design de interiores. Também tem experiências e trabalhos com 2D, utilizando o Photoshop.

 

Trabalhos em 2D e webdesign

Portifólio Rodrigo Rezende: http://cargocollective.com/rodrigorezende

http://www.behance.net/rodrigorezende

Rodrigo trabalha atualmente como designer numa agência de comunicação, mas também faz freelas de 2D e webdesign, além de trabalhar no projeto de um site para eventos, o Ache Aqui Eventos.