Conhecimento e atualização em cliques

22 10 2010

Há uns tempos atrás quando a internet ainda era discada algumas profissões que temos hoje em dia não tinham ainda nem cogitação de existir, principalmente as que lidam no cotidiano do virtual, digital.

Hoje em dia topamos no Twitter e em sites de vagas com várias vagas de: analista de mídia, analista de rede social, redator de conteúdo online, webdesigner, freela de 3D, jornalista web e dentre outras tantas profissões que a internet abriu leque. Lembro que quando fui prestar vestibular eu queria primeiramente ser publicitária (isso aos 17 anos, antes eu quis ser arquiteta, ufóloga, desenhista e cantora de uma banda pop) até que ouvi na TV que o mercado estaria entupido nos próximos 20 anos, mudei de idéia e percebi que tinha talento para escrita, então me meti nessa de virar blogueira aos 16 anos, manter o hábito até os dias de hoje, ser assistente de comunicação e editora/redatora do site institucional da minha empresa, heheh.

O ponto desse post, porém, é lembrar que o mercado sempre muda, e que embora haja tendências disso ou daquilo, a gente precisa ficar esperto em seguir aquilo que é realmente relevante para nossa carreira. Uns tempos atrás escrevi um post falando sobre o fator essencial de profissionais da comunicação e do design terem portfólios online, principalmente para ajudar na divulgação dos trabalhos e não depender do mercado que vive instável e taxando as vagas e pessoas que aparecem para concorrer por elas.

Uma ação super legal que veio com a internet são os cursos online, outro dia resolvi fazer um de assessoria, para aprender sobre as tendências dos novos releases, no começo fiquei meio cabreira achando que não ia aprender nada, mas confesso que foi uma das experiências que mais me surpreendeu nesses últimos tempos, além de achar o conteúdo muito útil, a aula era interativa e o professor deu muito material para consulta e pesquisa. Incrível não? Para quem quiser experimentar um curso desses na área de comunicação o site é: http://www.comuniquese.com.br/

Já meu namorado que é designer, prefere procurar por tutoriais na internet, ele diz que ajuda a tirar as dúvidas de ações específicas que ele precisa saber e é geralmente de graça, mais um ponto para a internet. Mas, não fiquemos dando glória apenas para aprender via web, os cursos presenciais ainda estão no topo da minha preferência, mas hoje em dia ninguém mais pode dizer que não tem recursos para se especializar mais na área, não é mesmo?

Para quem quer fazer cursos na área de gestão e administração a FGV também tem cursos online que dão certificado, mas é sempre de uma forma mais restrita, para mais informações: http://www5.fgv.br/fgvonline/cursosgratuitos.aspx

Isso dentre tantas outras áreas que também tem seus sites para ajudar o povo a ficar mais atualizado na carreira, sem gastar muito ou sair de casa. Afinal, um fator decisivo para o crescimento do desemprego é a falta de mão-de-obra qualificada.

Antes de finalizar o post quero mostrar dois portfólios de design, um do meu namorado o Vinícius Marques e outro de um amigo o Rodrigo Rezende, não só ajudando a divulgar, mas é um exemplo de profissionais que estudam todos os dias para manter os trabalhos com qualidade, fica a dica.

Portfólio Vinicius Marques - 3D e 2D

 

Portfólio: http://viniciusxmarques.carbonmade.com/

Atualmente trabalha como freelancer na área de 3D no setor de arquitetura e design de interiores. Também tem experiências e trabalhos com 2D, utilizando o Photoshop.

 

Trabalhos em 2D e webdesign

Portifólio Rodrigo Rezende: http://cargocollective.com/rodrigorezende

http://www.behance.net/rodrigorezende

Rodrigo trabalha atualmente como designer numa agência de comunicação, mas também faz freelas de 2D e webdesign, além de trabalhar no projeto de um site para eventos, o Ache Aqui Eventos.

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Reforma no curso de Letras

5 01 2010

Símbolo do curso de Letras

Muita gente procura O Basculante para ler os posts sobre o curso de Letras, por conta disso decidi fazer mais um da série. A maior dúvida de quem faz Letras é saber em que área pode atuar sem ser o campo de ensino, isso eu abordei no post  Profissão Letras. O embate começa com a distinção de ensino nas universidades públicas e das privadas, não que uma seja melhor do que a outra, mas o foco é diferente.

Quando vemos o curso de Letras em faculdades privadas, geralmente encontramos: licenciatura português/ inglês, português/ espanhol, às vezes lingüística e em outras o foco em tradução e intérprete, isso quando o curso de tradução não é desvinculado do curso de Letras, como na Unibero. Em algumas faculdades o curso chega a ser colocado junto com a área de comunicação, e se pode escolher até uma habilitação na área editorial como é o caso do Mackenzie (não estou fazendo propaganda), já em outras universidades como a USP ou a Anhembi Morumbi a área editorial é separada do curso de Letras. Nas universidades privadas, como chega a ser clichê, o enfoque é formar profissionais prontos para atuar no mercado, seja dando aula, traduzindo ou editando.

Já nas universidades públicas o foco é o ensino, não apenas para ser professor, mas para ser pesquisador, cientista, liderar projetos para se descobrir novas fontes de conhecimento. Não digo que quem se forma por uma universidade pública não esteja apto a trabalhar em editoras, em redações, ser revisor, ou outras tantas opções do leque, a diferença é que a prática de um universitário público depende do quanto ele se esforça para ir atrás daquilo que ele realmente quer ser. Isso é válido para a maioria dos cursos nas universidades públicas em todo o país.

Uma boa solução seria que houvesse o fim dessa dicotomia do foco mercado e foco ensino e os cursos de Letras oferecidos pelo país pudessem dar aos alunos um maior poder de escolha, a implantação de mais disciplinas teóricas em cursos privados, bolsas para pesquisa e a implantação de estágios alternados em áreas diversas em faculdades públicas seria uma boa saída. Isso não acabaria com a pesquisa em escolas públicas, ou com a preparação para o mercado em escolas privadas, mas daria maior qualidade aos alunos de Letras e faria com que o próprio mercado enxergasse que o contingente letrado que se forma todos os anos vai além do ensino, da tradução ou pesquisa.

Tentei uma vez discutir isso na minha aula de literatura portuguesa VI, tem muita gente que me apóia e tem muita gente que acha que o curso está bom do jeito que é, mas o caso é que eu penso que ao invés de fazer greve pelos mesmos motivos todos os anos, os alunos de Letras nas universidades públicas deveriam pedir uma reforma na grade, afinal todos sabemos que embora toda profissão precise de profissionais que a ensinem e a passem adiante em cursos superiores não é 100% dos alunos que deseja ou vai trabalhar nessa área.

Para quem se interessou pelo símbolo, o site para adquirir um é: http://www.Brilhartes.com





Caça oportunidades

5 12 2009

As pessoas que cursam Letras – como eu – têm como disciplina básica o latim. É nessa disciplina que a gente aprende muito da nossa gramática e o porquê de algumas palavras denominarem determinadas coisas nas línguas derivadas latinas.

O nosso velho e conhecido CV cabe direitinho nesse contexto, curriculum vitae na tradução para o português fica história da vida. No entanto, na prática mesmo é a história da nossa experiência profissional, e de cursos e atributos que temos para competir no mercado de trabalho.

Pensando em 2010, que já está quase aí, e em como a tecnologia junto à web devem progredir mais e mais, acho que já é hora das pessoas repensarem o jeito de como elas contam a história de suas vidas profissionais. Isso é válido para quem trabalha mais com comunicação, informática e meios que lidem direto com o mundo online, e talvez não, se você já é um profissional que está integrado ao mundo digital.

O portfólio é uma maneira ótima de mostrar como é seu trabalho na prática, mesmo que ele não corresponda a um nível profissional, dá para achar um jeito de montar um:

  1. Se você trabalha com escrita independentemente da área, monte um blog, contribua para wikis, escreva resenhas em sites sobre o seu assunto, escreva textos e anexe-os a emails para empregadores ou leve-os com você na hora da entrevista.
  2. Se você trabalha com comunicação, atendimento, eventos, faça um vídeo no youtube falando um pouco de você e sobre as coisas que deseja fazer em sua vida profissional.
  3. É designer, artista plástico? Fotografe suas obras, filme o processo da obra, monte um tutorial de seu trabalho, contando desde a inspiração até a hora que decidiu colocar as mãos na massa.
  4. Tem vergonha de falar sobre você em vídeo? Entreviste pessoas que contrataram seus trabalhos, peça para que elas escrevam depoimentos sobre seu profissionalismo, isso conta mais que uma carta de apresentação.

Não estou falando que temos que dispensar o currículo, mas sim que ele pode e deve vir com mais traços subjetivos do que simplesmente aquilo que você fez em sua vida profissional, certo?

Hoje em dia temos vários sites que ajudam a colocar o currículo online de forma gratuita e redes sociais como o ikwa ou linkedIn que associam seu histórico profissional em formato de rede social. Se você quer trabalhar com mídias sociais, é bom ter uma conta no Me adiciona e inserir esse dado em seu currículo também.

Temos que nos lembrar que cada vez irão surgir novas profissões no mercado, e quanto antes convencermos os gestores e headhunters que servimos para as vagas olhando nosso perfil e currículo, mais será fácil a chance de se ter uma entrevista e uma oportunidade de ingressar na empresa desejada.

Outra dica legal é ter sempre o foco daquilo que deseja fazer, procurar os diferentes nomes que as empresas dão para o cargo pretendido, listar as empresas que gostaria de trabalhar e ir atrás (mesmo que não haja anúncios de vagas), porque muitas vezes as empresas não se dão conta que vão precisar de alguns serviços que só você pode oferecer até que você apareça sob os olhos deles.

Espero que o post ajude vocês leitores na caçada de um novo emprego, a blogueira no momento vive essa caça, e quis mostrar caminhos novos para conseguir um lugar ao sol. Algumas dicas foram tiradas do livro “Como conseguir um emprego e descobrir sua profissão ideal – Qual a cor do seu pára-quedas?” de Richard N. Bolles. Para quem tem twitter, fiquem atentos às vagas que surgem por lá, seu cv é encaminhado diretamente para quem está procurando  preencher a lacuna e não segue intermédio de nenhuma agência, ou seja, garantia de que ele será visto.

Boa sorte! =)