Qual a diferença para uma Miss no mundo?

23 07 2011

Em época de decidir quem será a próxima miss Brasil 2011, a gente para e pensa: será que há algo a mais por trás de um concurso de beleza?

Nas últimas semanas a maioria dos portais brasileiros tem exibido fotos de mulheres bonitas eleitas as mais bonitas de seus determinados estados, isso porque antes foram as eleitas das cidades. A rede Bandeirantes de televisão é a responsável por exibir o concurso do estado e do país, e depois o concurso Miss Mundo. Tá, mas e aí? Há tantas mulheres bonitas por aí e que nem sabem ou podem participar do concurso de miss, isso chega a ser importante para quê? Eu que quando posso assisto e chego a torcer, parei esses dias para refletir sobre isso pensando se não estava apoiando algum evento de futilidade e discriminante já que para ser miss há medidas a serem seguidas, que digamos uma boa porcentagem da população feminina não possui. Daí, fui pesquisar, pois precisava: a) atualizar o blog, b) descobrir isso para ter mais cultura, mesmo que seja inútil e c) escrever numa noite de sexta, já que o namorado está em reunião de trabalho.

Miss Simpatia Sandra Bullock

Tentei uma pesquisa rápida esperando encontrar alguma coisa parecida com o filme da Sandra Bullock “Miss Simpatia”, que mostrou os problemas vividos por cada garota para estar ali, o que significava para cada uma delas e que o prêmio dava oportunidades para cada uma fazer a diferença no mundo, e claro, de alcançar a paz mundial. Aqui no Brasil quando o concurso Miss Brasil surgiu nos meados dos anos 50, ele alcançava uma boa audiência, o intuito era encontrar uma mulher que representasse para o concurso Miss Mundo a beleza nacional, com a ditadura militar algum tempo mais tarde, o programa de misses sofreu toda a decadência e queda de prestígio. Desde a TV TUPI até os dias de hoje o concurso sofreu altos e baixos, mas nos últimos anos tem revelado beldades e ganhado telespectadores. Para participar do concurso há algumas regras:

– Ser brasileira, maior de idade, não ter filhos, nunca ter exposto partes do corpo em fotos nuas ou semi-nuas, ter no mínimo 1.70m (a realidade brasileira é essa, claro), ter no máximo 26 anos.

– Além dos três primeiros lugares há ainda o título de Miss Simpatia e Miss voto popular. Esse ano aqui o prêmio em dinheiro ao primeiro lugar é de R$200 mil mais um carro 0 km (bons motivos para tentar participar). No concurso estadual a primeira e segunda ganhadoras ganharam uma viagem e a terceira um curso de inglês (Miss São Paulo, não sei se foi o mesmo para os outros estados).

Ok já descobri um pouco da história, de como participar, dos prêmios, mas

Miss Brasil 2007

importância ainda… Quando achei a história do concurso Miss Universo descobri um juramento feio pela vencedora que diz que é dever delas espalhar a mensagem de paz e entendimento mútuo, parece trabalho de princesa para quem não tem sangue real. Fiquei tentando lembrar se vi alguma coisa da Natália Guimarães (Miss Brasil 2007) enviando essa mensagem depois que ela quase ganhou o Miss Mundo (perdendo da japs), mas veio de tudo na memória, até lembrar que ela namora com o Leandro do KLB (se o grupo existe ainda) e apresenta um programa de TV em Minas, ou a Renata Fan (Miss Brasil 1999) que apresenta um programa de esportes. Se o dever de uma miss é ajudar na paz, acho que as ações em que elas colaboram deveriam ser mais divulgadas, senão na minha memória só vou conseguir associar o concurso a uma competição de beleza sem fins benéficos. Mas, vamos torcer esse ano para ver se ganhamos o Miss Mundo, porque se depender do futebol, está difícil, hehe.

Miss Brasil: 23 de julho de 2011, pela Band
Miss Universo: 12 de agosto setembro de 2011, em São Paulo.

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PAC para as regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil

4 11 2010

Ontem li no site da UOL um destaque que falava da Mayara Petruso e sua xenofobia contra os nordestinos, daí fui tuitar que eu acho que esse rebuliço todo é uma perda de tempo e teve gente que disse que racismo é crime e precisa ser combatido como os outros tantos crimes que existem por aí. Sim, racismo é crime, mas não para causar tanto rebuliço pela internet e mídias.

Racismo e xenofobia acontecem todos os dias e em todos os lugares, na internet, nas ruas do centro, no ônibus, no metrô, nos mercados, nas ruas, em todos os lugares. O que eu acho uma burrice foi a menina falar o que ela pensa como se estivesse certa, divulgar em twitter aberto e em redes sociais que se disseminam de maneira rápida, ou seja, ela quis ser ouvida e conseguiu. Mas, para punir o racismo e a xenofobia dentre várias classes e raças dentro do Brasil não basta prender a pessoa, fazer isso virar manchete ou demiti-la, isso só vai causar mais ódio dela em relação a quem ela tem o preconceito.

 

Em um dos comentários a favor do que a Petruso escreveu uma pessoa denominada “Paulistana com orgulho” disse que o centro de São Paulo é feio porquê está cheio de gente mal educada vinda do nordeste, os culpa por sujar as vias e poluir as ruas com comércio ilegal. Só que as pessoas não param para pensar no por quê tudo isso acontece, limpar as vias é uma responsabilidade da prefeitura, assim como fiscalizar o comércio ilegal e colocar maior rigor na migração de pessoas entre estados e cidades. Muita gente vem de todos os lugares do Brasil para o sudeste em busca de boas oportunidades, porque eles querem sim trabalhar, mas nenhuma região é tão desenvolvida e próspera como a região sudeste. A quem devemos culpar? O governo. O povo do norte e do nordeste vota em quem acredita que possa fazer a diferença, para que eles não precisem sair de onde vivem em busca de melhores condições. Vira e mexe no programa do Gugu ou do Celso Portioli vemos famílias de migrantes que vieram para cá, viram que não há oportunidade para todos e não conseguem voltar porque não tem dinheiro, resultado: acabam passando fome, ficam sem trabalho e sem lugar para morar.

Outros comentaram que os nordestinos vêm para cá para virarem empregados da gente, e que mal há nisso? Pelo menos conseguiram emprego e querem trabalhar, nenhum deles sai de perto da família, da terra de onde nasceram para fazer nada aqui. Tiram nossos empregos? Não acho. A maioria fica com empregos que não exigem muita formação, ou que é algo mais operacional, e duvido que haja paulistano de classe média que vai querer essas vagas.

No meu ponto de vista a gente deveria incluir na educação de base a disciplina da cidadania, que ensina a conviver em sociedade, a respeitar leis e direitos e principalmente educação, isso reduziria o índice de racismo e xenofobia (que inclui raças, classes, machismo, dentre outras várias formas em que isso se dissemina). Depois, deveria fazer um PAC da região do nordeste, norte e centro-oeste para gerar mais empregos e qualidade de vida para que não houvesse tanta migração de pessoas, e assim o país como um todo se desenvolvesse. Sabemos que de certa forma o governo quer que os pobres continuem pobres para prometer pouca coisa e ganhar votos, mas eu sei que existem pessoas como eu que acreditam no país e que vão conseguir fazer a diferença.





Coisas daqui e de lá

19 05 2010

E depois de muito tempo sem postar, eu coloco o último post para encerrar minhas memórias da minha “eurotrip”.

Todos os dias que se seguiram e fazia um friozinho, mas havia sol no céu, aqui em São Paulo, eu sentia uma saudade de estar passeando pela Inglaterra e França. Dava uma saudade gostosa de acordar e decidir para onde eu queria ir, onde poderíamos almoçar, poder reparar nas pessoas, nos cheiros, nas paisagens.

Aqui em São Paulo tudo é corrido. Eu acordo olhando o relógio, como olhando o relógio, vou dormir olhando o relógio, vou ao banheiro olhando o relógio. Na hora do almoço é um corre-corre para eu não me atrasar para trabalhar, ou para chegar a tempo de uma reunião, tem um parque tão bonito em frente ao prédio da minha empresa e não consegui, até hoje, dar uma volta nele inteiro. Em Barcelona, na Espanha, é um costume as pessoas almoçarem nos parques, mesmo no frio em Brighton, ou no vento gélido de Paris, as pessoas paravam para estar ali no parque. Eu ainda não sei andar de bicicleta, mas quando souber também queria que pudesse ser um meio alternativo, mesmo com a iniciativa do governo de ter ‘bicicletários’ no metrô, nossas vias mal têm estrutura para pedestres, imagine uma ciclovia.

Tem tanta coisa que São Paulo não sai perdendo de Londres ou Paris, mas ainda tem a questão do povo. Nosso metrô é limpo, é rápido, bem melhor do que o metrô deles, mas o metrô de lá chega no horário, avisa se vai atrasar e as pessoas, elas realmente ficam na direita na escada rolante e realmente esperam todo mundo desembarcar do trem para quem está de fora possa entrar. Falta educação para o povo daqui, especialmente linha azul e vermelha.

Outra coisa interessante é quando eu vou ao centro da cidade, é um lugar em São Paulo que se eu pudesse destruiria e construiria de novo. Muitas partes da República e Anhangabaú me lembram o Rio de Janeiro e partes de Paris, hoje que lembrei que isso faz sentido já que os franceses se instalaram no Rio com a França Antártica – por isso que eu não gosto nem de carioca e agora, de francês (opinião minha) – e parte dos costumes, da língua, da cultura se mesclaram com os dos portugueses para formar a cidade que vemos hoje em dia por lá.

Depois de viajar, todos os dias em que me canso, porque faço faculdade, trabalho e tenho que dividir o tempo livre entre: família, amigos, namoro, estudo e lazer, e reparo que o tempo que sobra nunca é o bastante, eu tenho vontade de largar tudo e de sair viajando pelo mundo, porque o mundo é grande e tem tanta coisa para se conhecer e aprender, e eu fico aqui na mesa na frente do computador trocando meu precioso tempo por uma quantia de dinheiro que:

– Sofre descontos, porque chamam VT e VR de benefício, mas você tem que pagar parte deles;

– Se essa quantia ultrapassa 17 mil ao ano, eu preciso dar parte dela para o governo, já que eles chamam isso de renda (eu troquei meu tempo por esse dinheiro, renda não é isso, no meu ver);

– A quantia não dá para eu me sustentar sozinha e largar tudo e ir viajar o mundo.

Na Inglaterra você compra um carro usado por 300 libras, e ele funciona. Aqui, para eu ter o meu primeiro carro preciso de no mínimo 8 mil reais, e rezar para que ele não me deixe na mão no meio de uma estrada.

Mas, a pior de todas as coisas depois de tudo isso, é que eu ainda amo o Brasil.





Enxergando-se no outro

20 03 2010

Todos os dias em que nos levantamos e nos olhamos no espelho para lavar o rosto e escovar os dentes, percebemos no meio desse ritual que mais um dia vai começar e, é olhando no espelho, que sabemos como vamos conseguir encarar as tarefas diárias.

Há dois outros tipos essenciais de espelho: a expressão de nosso rosto e a forma como somos vistos pelo olhar dos outros. Muitas pessoas, como eu, não conseguem esconder certas emoções na expressão fazendo com que seja fácil detectar se não estamos bem com alguma coisa ou se estamos verdadeiramente felizes. Daí vem o olhar do outro, daqueles que importam e ao mesmo tempo não.

Se pararmos para pensar vira um clichê o “você não deve se importar com o que os outros pensam”, mas depende muito de quem é esse “outro”. Nascemos em meio a uma família, na maioria das vezes, e o olhar familiar conta não para que você se importe e mude por isso, mas como um alerta de que você está agindo ou se expressando de uma forma que não é você. Depois, temos o olhar dos amigos, que é família que a gente escolhe, esse olhar funciona como o familiar, mas te alerta sobre sua face social, alerta que o problema que te atormenta saiu do âmbito íntimo e está nítido para aqueles que convivem com você fora da casquinha de ovo que é sua casa. Há também o olhar da pessoa que você ama, seja seu marido, mulher, namorado (a)… Esse olhar conta em triplo, primeiro porque ele (a) tem a intimidade que você tem com sua família, segundo porque toda relação que se preze é baseada em uma amizade e terceiro porque quando as pessoas se amam de verdade tudo o que acontece com o outro, o ser amado sente. E na maioria das vezes esse alerta é para dizer que você deve fazer algo para que continue bem na relação.

Às vezes arrastamos tanto um problema nosso, colocando tantas outras prioridades na frente, que quando nos damos conta isso nos transforma e acabamos nos tornando o problema e deixando de ser quem realmente somos. Os olhares espelho de alerta servem para te dizer que é chegada a hora de fazer alguma coisa, não pelos outros, mas por você mesmo. Quanto mais você é querido pelos outros mais eles vão sentir, e ainda bem que enquanto a gente vive tudo pode mudar, e para melhor. A confiança tem que vir de você mesmo, e não daqueles que te alertaram, pois  muitas vezes as pessoas vão duvidar de você, aliás, isso acontece todos os dias… Ser uma pessoa forte é saber confiar em você acima de tudo, acima de todos. Quando você confia em si mesmo os outros automaticamente vão perceber isso em você.

Amadurecer não é algo que seja fácil, não é algo que seja comprável… Amadurecer é saber encarar problemas de frente utilizando experiência anterior, é saber aprender a resolver coisas que antes não pareciam ter solução. Todo mundo tem medo, todo mundo tem limitações, mas isso são obstáculos que podem e devem ser ultrapassados. Todo mundo erra, e todo mundo deve saber perdoar isso também é sinal de amadurecimento porque em determinadas situações, pode não ser algo fácil. Enquanto a gente vive temos oportunidades, chances e devemos saber identificá-las e tirar proveito máximo delas, principalmente quando acreditamos que vale à pena.

Encarar o olhar dos outros como espelhos de alerta é bom para o próprio crescimento, incentivar o olhar dos outros para suas virtudes, também. O relacionamento com os outros não é sempre um mar de rosas, porque somos todos seres diferentes, mas o relacionamento com si próprio deve ser sempre o melhor possível porque estar bem consigo mesmo é estar de bem com o mundo.





Ressalvas

16 10 2009

Para haver uma briga, basta ter duas pessoas, ou até uma quando esta entra em contradição. O certo é que ninguém passa na vida sem uma briga, nunca um mês isento de uma discussão, de um perrengue, de um “eu não concordo”. E isso é muito bom, mesmo quando parece que todo mundo está contra você ou aquilo que você diz, é bom saber que há outros que pensam se outro jeito, mesmo estando certo ou errado, e às vezes os dois estão do mesmo lado e nem sabem porque a expressão dificilmente ajuda nas horas dos nervos a flor da pele. Depois que a gente se acalma e percebe as besteiras que falamos, as besteiras que passaram pela mente, o choro que engolimos… tudo isso parece que foi um rebuliço por nada, mas a gente teve que passar por aquilo para saber que no fim, tal coisa valia a pena, e tal coisa não.

A divergência de ideias, de medos, de convicções, de esperanças, acontece a todo minuto, em todas as áreas de nossa vida, com todas as pessoas a nossa volta. E o que me dá mais angústia é saber que não podemos fazer nada, que temos e devemos passar por isso, porque vivemos em sociedade, porque somos diferentes, porque vivemos. O querer bem dos outros, o ponto de vista de fora, de dentro… todo mundo tem um motivo para dar uma opinião no seu problema, na sua solução, na sua calmaria. E a gente fica bravo, feliz, emputecido, triste, dependendo se concordamos ou discordamos daquele que dá o pitaco. O ponto aperta quando é alguém querido. No final da coisa, me dei conta que às vezes a gente deve agradar a si mesmo e parar de ser o melhor para os outros, que o egoísmo existe e que deve ser usado nessas horas, quando todo mundo começa a te cobrar e você já nem sabe mais quem é você mesmo. E eu ainda me perguntando se estou feliz com isso, e como vou continuar a ser, se toda hora tem alguém insatisfeito com aquilo que você faz, ou deixa de fazer. Daí é nessa hora que você tem que dizer: – Epa! mas, quem tem que decidir o que é melhor ou não para mim mesma (o) sou eu!

E então a gente se dá conta que ser feliz é isso tudo aí, é saber dar valor a cada coisa e aprender com isso, ou vai me dizer que depois de uma briga, quando a calmaria chega, a primeira ação espontânea não é um sorriso? A gente não sorri mesmo o tempo todo, e aquela velha história de ser feliz todos os dias não nos remete a ficar alegres com tudo, mas saber aprender a lição certa de cada ato. É por isso que dizem que quem é rico é feliz, não porque tem dinheiro, mas pode notar, que a maioria deles vê oportunidades em tudo. Já perdi o rumo do post, mas acho que ele fica na onda filosófica, ultimamente tenho lido tanto que não consigo gerar conteúdo para posts no estilo informativo da coisa, mas uma hora eu consigo.