Área de Letras:Experiência ou teoria?

7 02 2011

Tenho recebido muitos comentários do post que escrevi sobre o curso de Letras, principalmente de pessoas que já estão no

Sala de aula

mercado de trabalho e querem mudar de ramo, mas por não terem experiência se sentem empacadas, ou muitas vezes por pessoas que querem cursar o a graduação, mas se sentem retraídas de ficar sem emprego por não conhecerem o mercado de trabalho.

O que eu posso dizer para vocês é que as pessoas esperam muito de uma graduação, pensam que na faculdade você aprenderá a teoria, a prática e todos os setores em que pode atuar como profissional, e isso não existe. Primeiro porque a experiência vai de cada pessoa, segundo porque a faculdade está ali para ensinar a base e os vários ramos em que a teoria atua, tanto que se a medicina não evoluísse não teríamos a cura de várias doenças, e soluções são a mistura da teoria aplicada a uma nova prática. Com Letras é a mesma coisa, o rumo dos profissionais no mercado depende deles mesmos.

Digamos que o mercado de trabalho não é um ser que decide onde você vai atuar, é você quem decide ir atrás daquilo que acha que tem aptidão, mas temos que estar preparadas para receber vários nãos e rejeições também, porque muitos profissionais de RH não conseguem enxergar num curso as diversas possibilidades que ele tem, por isso é bom quando a entrevista é feita direta com um gestor, pois ele pode enxergar em você o que procura e ainda te deixar desenvolver, já o RH vai seguir apenas o que pedem na ficha, curso tal, requisito tal, experiência tal.

Um dos diferenciais na hora de decidir a carreira é estagiar, imagine que você está para se formar em matemática e não consegue falar em público, mas adora ensinar. O que fazer? Uma opção é trabalhar em editoras, onde você pode confeccionar exercícios para livros didáticos. Ou então, você acabou de se formar em engenharia mecânica e quer montar carros na Itália, mas não sabe italiano e nem tem dinheiro para ir até lá, uma solução é começar um curso de italiano e procurar alguma empresa que tenha sede por lá, para mais tarde tentar uma transferência. O bom profissional hoje em dia é aquele que se antecipa nas falhas do mercado em que quer atuar e persiste naquilo que gosta.

Respondendo a uma pergunta feita no blog:

“Faço o 6° semestre do curso de Letras português/inglês, e ainda não sei qual rumo seguir. No início sonhava em lecionar língua inglesa porém, o que aprendemos na faculdade não é suficiente para encarar uma sala de aula, depois me apaixonei pela literatura (eu já gostava muito), enfim gostaria que você me desse uma dica do que fazer, se faço uma pós-graduaçao, ou um mestrado”.

Nesse questionamento vemos alguns problemas:

– O primeiro rumo a ser seguido (lecionar) não é o rumo decisivo, a causa foi achar que o preparamento dado nas aulas da graduação não era suficientemente forte para encarar uma sala de aula.

Observação: Quando fazemos Letras com ênfase para ser professor (licenciatura), o preparamento se dá de duas formas, seminários e acompanhamento in loco. Ou seja, o seminário dado em sala de aula faz com que você aprenda a lidar com a teoria e a forma como vai transmitir isso aos seus alunos, o segundo são os estágios em escolas, em que os alunos acompanham algumas aulas para saber as dificuldades que vão lidar no dia a dia. Isso não é segurança nenhuma, mas quem vai ser professor sabe que não vai parar nunca de estudar e se preparar.

– Segunda parte, gostar de literatura significa que quer mudar o rumo do ensino da língua, para o ensino da literatura?

Observação: Dar aulas de língua ou de literatura significa encarar uma sala de aula do mesmo jeito, e eu ainda acho que literatura é pior. Porque a maioria dos meus colegas gosta pois interpreta  a história, o conto, o livro de um jeito e quer se aprofundar no autor, mas dar aula de literatura significa também aceitar a opinião do aluno, e ensiná-lo a conhecer as linhas críticas que há por trás de cada era literária. Há preparamento para isso? Não acho que exista.

O ponto das observações acima só evidencia que as pessoas acabam se iludindo com aquilo que esperam de uma graduação, pós, especialização. Todos os cursos que fazemos são como guias, que nos levam aonde queremos atuar. Não devemos ter medo de não saber se vamos conseguir, o que temos que ter em mente, é que se queremos algo temos que ir atrás.

E o meu conselho para a dúvida acima é: Tente dar aulas particulares, de inglês e literatura, veja qual te dá mais empolgação. Quanto a pós ou mestrado, servem para atuar lecionando em nível superior onde o aluno costuma ser mais rigoroso com o professor. Por mim, o que precisamos no país é de base, e de professores que transmitam a paixão de estudar para os alunos.

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Dê um natal melhor para quem nem sempre soube o que é o Natal.

23 11 2010

Todo ano é a mesma coisa, crianças acreditando e outras desacreditando em Papai Noel. O senhor Nicolau, que é o nome do São Nicolau da onde dizem ter originado a lenda do bom velhinho, ajudava os pobres e necessitados financeiramente, dizem que através de sacos com moedas de ouro que jogava através das chaminés das casas. A lenda tomou força na Alemanha e foi evoluindo até o que temos hoje em dia, que já nem sei mais se tem a mesma magia ou não.

Quando eu era criança era uma dureza ficar acordada até depois das 21hs da noite, então era muito fácil falarem que o Papai Noel tinha passado e deixado meu presente, mesmo que eu soubesse que quem dava presentes era a minha tia e a minha avó, minha mãe gostava de dizer que eu devia fazer um pedido para o bom velhinho, que ele iria concretizar. Acho que escrevi uma carta ou outra, deixei de acreditar cedo com 5 anos de idade, assim que vi meu tio se trocando no quarto.

Hoje em dia, quando a gente vira adulto sabe que natal tem todo o significado cristão de união entre família e entes queridos, e que de certa forma, o nascimento de Jesus trouxe outra forma do mundo acreditar na vida. Não sou religiosa, mas é isso que entendo por natal, de forma bem sucinta.

Dar presentes para mim só tinha sentido porque Jesus nasceu e cada um dos reis magos deu um presente para desejar coisas boas para ele, hoje em dia trocar presentes é sinal de economia aquecida, amigo secreto, rabanada e décimo terceiro.

Mas, ainda há pessoas que acreditam que o espírito natalino traz mais do que economia aquecida, ou presentes caros. Existem crianças por aí que só querem comer um panetone de presente de natal. Por isso, eu achei bem legal divulgar aqui no blog a campanha dos Correios: Papai Noel dos Correios.

Papai Noel dos Correios 2010

Existem duas formas de você ajudar:

– Lendo e respondendo as cartinhas endereçadas ao Papai Noel;

– Sendo um padrinho e realizando o pedido de presente de algumas cartinhas.

No site há um histórico dessa campanha realizada há mais de 20 anos, e instruções de como proceder com as cartinhas. Eu ainda não sei se respondo, ou se vou adotar umas cartinhas, mas espero que vocês que estejam lendo isso divulguem a campanha também.

O melhor presente de alguém, é poder fazer outra pessoa feliz.

A campanha teve início no dia 5 de novembro e terminará no dia 20 de dezembro.





PAC para as regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil

4 11 2010

Ontem li no site da UOL um destaque que falava da Mayara Petruso e sua xenofobia contra os nordestinos, daí fui tuitar que eu acho que esse rebuliço todo é uma perda de tempo e teve gente que disse que racismo é crime e precisa ser combatido como os outros tantos crimes que existem por aí. Sim, racismo é crime, mas não para causar tanto rebuliço pela internet e mídias.

Racismo e xenofobia acontecem todos os dias e em todos os lugares, na internet, nas ruas do centro, no ônibus, no metrô, nos mercados, nas ruas, em todos os lugares. O que eu acho uma burrice foi a menina falar o que ela pensa como se estivesse certa, divulgar em twitter aberto e em redes sociais que se disseminam de maneira rápida, ou seja, ela quis ser ouvida e conseguiu. Mas, para punir o racismo e a xenofobia dentre várias classes e raças dentro do Brasil não basta prender a pessoa, fazer isso virar manchete ou demiti-la, isso só vai causar mais ódio dela em relação a quem ela tem o preconceito.

 

Em um dos comentários a favor do que a Petruso escreveu uma pessoa denominada “Paulistana com orgulho” disse que o centro de São Paulo é feio porquê está cheio de gente mal educada vinda do nordeste, os culpa por sujar as vias e poluir as ruas com comércio ilegal. Só que as pessoas não param para pensar no por quê tudo isso acontece, limpar as vias é uma responsabilidade da prefeitura, assim como fiscalizar o comércio ilegal e colocar maior rigor na migração de pessoas entre estados e cidades. Muita gente vem de todos os lugares do Brasil para o sudeste em busca de boas oportunidades, porque eles querem sim trabalhar, mas nenhuma região é tão desenvolvida e próspera como a região sudeste. A quem devemos culpar? O governo. O povo do norte e do nordeste vota em quem acredita que possa fazer a diferença, para que eles não precisem sair de onde vivem em busca de melhores condições. Vira e mexe no programa do Gugu ou do Celso Portioli vemos famílias de migrantes que vieram para cá, viram que não há oportunidade para todos e não conseguem voltar porque não tem dinheiro, resultado: acabam passando fome, ficam sem trabalho e sem lugar para morar.

Outros comentaram que os nordestinos vêm para cá para virarem empregados da gente, e que mal há nisso? Pelo menos conseguiram emprego e querem trabalhar, nenhum deles sai de perto da família, da terra de onde nasceram para fazer nada aqui. Tiram nossos empregos? Não acho. A maioria fica com empregos que não exigem muita formação, ou que é algo mais operacional, e duvido que haja paulistano de classe média que vai querer essas vagas.

No meu ponto de vista a gente deveria incluir na educação de base a disciplina da cidadania, que ensina a conviver em sociedade, a respeitar leis e direitos e principalmente educação, isso reduziria o índice de racismo e xenofobia (que inclui raças, classes, machismo, dentre outras várias formas em que isso se dissemina). Depois, deveria fazer um PAC da região do nordeste, norte e centro-oeste para gerar mais empregos e qualidade de vida para que não houvesse tanta migração de pessoas, e assim o país como um todo se desenvolvesse. Sabemos que de certa forma o governo quer que os pobres continuem pobres para prometer pouca coisa e ganhar votos, mas eu sei que existem pessoas como eu que acreditam no país e que vão conseguir fazer a diferença.





Conhecimento e atualização em cliques

22 10 2010

Há uns tempos atrás quando a internet ainda era discada algumas profissões que temos hoje em dia não tinham ainda nem cogitação de existir, principalmente as que lidam no cotidiano do virtual, digital.

Hoje em dia topamos no Twitter e em sites de vagas com várias vagas de: analista de mídia, analista de rede social, redator de conteúdo online, webdesigner, freela de 3D, jornalista web e dentre outras tantas profissões que a internet abriu leque. Lembro que quando fui prestar vestibular eu queria primeiramente ser publicitária (isso aos 17 anos, antes eu quis ser arquiteta, ufóloga, desenhista e cantora de uma banda pop) até que ouvi na TV que o mercado estaria entupido nos próximos 20 anos, mudei de idéia e percebi que tinha talento para escrita, então me meti nessa de virar blogueira aos 16 anos, manter o hábito até os dias de hoje, ser assistente de comunicação e editora/redatora do site institucional da minha empresa, heheh.

O ponto desse post, porém, é lembrar que o mercado sempre muda, e que embora haja tendências disso ou daquilo, a gente precisa ficar esperto em seguir aquilo que é realmente relevante para nossa carreira. Uns tempos atrás escrevi um post falando sobre o fator essencial de profissionais da comunicação e do design terem portfólios online, principalmente para ajudar na divulgação dos trabalhos e não depender do mercado que vive instável e taxando as vagas e pessoas que aparecem para concorrer por elas.

Uma ação super legal que veio com a internet são os cursos online, outro dia resolvi fazer um de assessoria, para aprender sobre as tendências dos novos releases, no começo fiquei meio cabreira achando que não ia aprender nada, mas confesso que foi uma das experiências que mais me surpreendeu nesses últimos tempos, além de achar o conteúdo muito útil, a aula era interativa e o professor deu muito material para consulta e pesquisa. Incrível não? Para quem quiser experimentar um curso desses na área de comunicação o site é: http://www.comuniquese.com.br/

Já meu namorado que é designer, prefere procurar por tutoriais na internet, ele diz que ajuda a tirar as dúvidas de ações específicas que ele precisa saber e é geralmente de graça, mais um ponto para a internet. Mas, não fiquemos dando glória apenas para aprender via web, os cursos presenciais ainda estão no topo da minha preferência, mas hoje em dia ninguém mais pode dizer que não tem recursos para se especializar mais na área, não é mesmo?

Para quem quer fazer cursos na área de gestão e administração a FGV também tem cursos online que dão certificado, mas é sempre de uma forma mais restrita, para mais informações: http://www5.fgv.br/fgvonline/cursosgratuitos.aspx

Isso dentre tantas outras áreas que também tem seus sites para ajudar o povo a ficar mais atualizado na carreira, sem gastar muito ou sair de casa. Afinal, um fator decisivo para o crescimento do desemprego é a falta de mão-de-obra qualificada.

Antes de finalizar o post quero mostrar dois portfólios de design, um do meu namorado o Vinícius Marques e outro de um amigo o Rodrigo Rezende, não só ajudando a divulgar, mas é um exemplo de profissionais que estudam todos os dias para manter os trabalhos com qualidade, fica a dica.

Portfólio Vinicius Marques - 3D e 2D

 

Portfólio: http://viniciusxmarques.carbonmade.com/

Atualmente trabalha como freelancer na área de 3D no setor de arquitetura e design de interiores. Também tem experiências e trabalhos com 2D, utilizando o Photoshop.

 

Trabalhos em 2D e webdesign

Portifólio Rodrigo Rezende: http://cargocollective.com/rodrigorezende

http://www.behance.net/rodrigorezende

Rodrigo trabalha atualmente como designer numa agência de comunicação, mas também faz freelas de 2D e webdesign, além de trabalhar no projeto de um site para eventos, o Ache Aqui Eventos.





Reforma no curso de Letras

5 01 2010

Símbolo do curso de Letras

Muita gente procura O Basculante para ler os posts sobre o curso de Letras, por conta disso decidi fazer mais um da série. A maior dúvida de quem faz Letras é saber em que área pode atuar sem ser o campo de ensino, isso eu abordei no post  Profissão Letras. O embate começa com a distinção de ensino nas universidades públicas e das privadas, não que uma seja melhor do que a outra, mas o foco é diferente.

Quando vemos o curso de Letras em faculdades privadas, geralmente encontramos: licenciatura português/ inglês, português/ espanhol, às vezes lingüística e em outras o foco em tradução e intérprete, isso quando o curso de tradução não é desvinculado do curso de Letras, como na Unibero. Em algumas faculdades o curso chega a ser colocado junto com a área de comunicação, e se pode escolher até uma habilitação na área editorial como é o caso do Mackenzie (não estou fazendo propaganda), já em outras universidades como a USP ou a Anhembi Morumbi a área editorial é separada do curso de Letras. Nas universidades privadas, como chega a ser clichê, o enfoque é formar profissionais prontos para atuar no mercado, seja dando aula, traduzindo ou editando.

Já nas universidades públicas o foco é o ensino, não apenas para ser professor, mas para ser pesquisador, cientista, liderar projetos para se descobrir novas fontes de conhecimento. Não digo que quem se forma por uma universidade pública não esteja apto a trabalhar em editoras, em redações, ser revisor, ou outras tantas opções do leque, a diferença é que a prática de um universitário público depende do quanto ele se esforça para ir atrás daquilo que ele realmente quer ser. Isso é válido para a maioria dos cursos nas universidades públicas em todo o país.

Uma boa solução seria que houvesse o fim dessa dicotomia do foco mercado e foco ensino e os cursos de Letras oferecidos pelo país pudessem dar aos alunos um maior poder de escolha, a implantação de mais disciplinas teóricas em cursos privados, bolsas para pesquisa e a implantação de estágios alternados em áreas diversas em faculdades públicas seria uma boa saída. Isso não acabaria com a pesquisa em escolas públicas, ou com a preparação para o mercado em escolas privadas, mas daria maior qualidade aos alunos de Letras e faria com que o próprio mercado enxergasse que o contingente letrado que se forma todos os anos vai além do ensino, da tradução ou pesquisa.

Tentei uma vez discutir isso na minha aula de literatura portuguesa VI, tem muita gente que me apóia e tem muita gente que acha que o curso está bom do jeito que é, mas o caso é que eu penso que ao invés de fazer greve pelos mesmos motivos todos os anos, os alunos de Letras nas universidades públicas deveriam pedir uma reforma na grade, afinal todos sabemos que embora toda profissão precise de profissionais que a ensinem e a passem adiante em cursos superiores não é 100% dos alunos que deseja ou vai trabalhar nessa área.

Para quem se interessou pelo símbolo, o site para adquirir um é: http://www.Brilhartes.com





“Infelicidade é questão de prefixo” (Guimarães Rosa)

27 10 2009

Quem acompanha o blog vira e mexe nos últimos meses notou a onda de posts subjetivos que tomaram conta daqui, e quem me segue no twitter vê que eu descarrego a raiva, a tristeza, a angústia e o alívio em situações, nunca na forma como eu enxergo o mundo. Não é questão de jogar a culpa no outro ou em alguma coisa, mas pela primeira vez eu terei que assumir que a sociedade e a educação tanto familiar quanto moral influem sim naquilo que eu sou.

Li uma matéria (essa aqui: http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/1416) que fez com que eu enxergasse os motivos da minha infelicidade momentânea, e é tudo devido a aquilo que eu ando almejando, tá certo que o ser humano é movido por desejos, sonhos… mas, a mulher é bem pior. Digamos que eu compro roupa e ganho sorrisos largos no rosto aumentando meu guarda-roupa, mas isso tem que ser feito a cada estação. Homens compram roupa porque precisam, ou porque aquela favorita rasgou (isso se eles trocam), ou quando engordam e veem que aquela camiseta preferida não entra mais. Eu fico triste quando todo o esforço que eu ando fazendo, não me traz todo aquele material que eu desejo, ou a segurança finaceira que eu tanto quero. Mulheres entram em crises porque ao invés de comemorar alguma conquista, já estão lamentando porque querem outra.(Ou no caso eu algumas vezes, e outras tantas que eu conheço).

Eu gosto de moda, meu namorado de cartas de Magic, eu gasto com sapatos, bolsas, acessórios, e ele é feliz jogando video-game com os amigos. Mulheres não conseguem ser felizes com algo simples, a gente sempre tem que ter aquele algo mais. Ele tem um tênis para sair, um tênis para jogar tênis, e um pro dia a dia, quando muito um sapato para ocasiões sociais. Eu surto porque tenho apenas uma sandália rasteira pro verão que não combina com a cor dos meus outros vestidos, enquanto ele, usa chinelo. E num é que a culpa é minha, parte dela é porque me deixo influenciar pelas tendências da moda, mas eu quero ficar bonita (principalmente pra ele). A gente coloca na cabeça que a roupa que a gente veste, ou as coisas que a gente tem que ter é que vão nos fazer felizes, e isso é assim na Tv, nas revistas, na internet… mesmo eu tendo um corpo que milhares de mulheres sonham em ter, tendo o cabelo liso que outras milhares almejam, ainda assim se eu não me cuidar posso ser taxada mal.

Se eu quero me casar depois dos 30 porque quero crescer profissionalmente e viajar pelo mundo, eu tenho o risco de ficar para titia ou ter dificuldade de engravidar. Se eu sou mãe antes dos 25 é uma dó porque eu tinha todo um futuro pela frente, se eu penso em me casar sem ter filhos aos 27 anos, preciso arranjar o homem que vai querer casar comigo… e assim é com muitas mulheres por aí. Por isso que os homens dizem que eles não entendem as mulheres, nem eu entendo.

Porque eu não posso ficar feliz passando uma noite jogando conversa fora num barzinho com as minhas amigas? Porque eu tenho que sofrer em não poder comprar uma bolsa Guess de R$3 mil,  enquanto meus amigos vão pro salão do carro e já voltam realizados de terem chegado perto de um daqueles carros maravilhosos?
Eu virei uma mulherzinha e sofro com a síndrome de mulherzinha! hahahah

O comentário desse tal Barney (na matéria citada acima), foi a melhor síntese desse caso:

“Talvez o homem seja mais feliz porque espere menos do mundo. E precise de menos para ser feliz. Sobre o homem não há tantas pressões a respeito da beleza, exatamente porque para ele tanto faz. Nem da moda. E, para os homens, casar ou ter filhos não é um sonho primordial. E assistir a um jogo de futebol em que seu time ganha e tomando uma cervaja com os amigos faz o dia de a maioria dos homens ser quase perfeito. Para as mulheres, um dia perfeito é beeeemmmmmm mais dispendioso…

Um homem olha uma Ferrari mas não se deprime porque nunca terá uma. Ele admira o carro e pronto. E não se deprime porque nunca será um Ronaldo. Já as mulheres em geral se angustiam por dentro quando vêem uma linda modelo, magrinha. E têm uma centena de sonhos dos quais sua felicidade e realização dependem necessariamente. Entre eles estão ter filhos, casar-se, realizar-se profissionalmente do jeito que idealizou na adolescência, ter um corpo bonito, ser sempre notada, ser amada, ser a mais bonita da festa…

Não estou dizendo que as mulheres estão erradas. Nem que os homens estão certos. Mas é que duvido muito que, se de fato todos os homens ajudassem em tarefas domésticas e a cuidar dos filhos, as mulheres seriam mais felizes. E a autora do texto atribui muito a culpa da infelicidade delas a isso. Acredito que o problema está mais na cabeça que fora dela. Nas expectativas de infância e adolescência que as mulheres se impõem para serem felizes.”

Quer saber Barney, quem quer que você seja, eu concordo plenamente com você, e acho que vou começar a ter visão de homem em determinadas coisas.





Identidade pública

7 10 2009

Com o crescimento das redes sociais, dos orkuts da vida e todo o tralálá, muita gente faz cadastro a banca rota e mal sabe aonde está pisando ou navegando – segundo o bom internetês – por conta disso, a gente coloca no poderoso Google nosso lindo nome, e saímos em sites que nem sabemos como fomos parar por ali (no meu caso ontem, que meu perfil do twitter estava no twitter da Índia).

Ainda, tentando mascarar uma privacidade, os sites permitem que você “tranque” suas informações e mostre apenas para seus amigos, ou quem você permitir, mas de um jeito ou de outro, elas estão ali na internet. Se a conta de um amigo seu for hackeada, o cara for com sua cara, ele rouba suas informações e sai espalhando por aí, a internet nào é um porto seguro, fato.

Por isso, famosos como a Xuxa, tentam processar sites como o twitter achando que eles são os responsáveis por permitir que haja barracos virtuais incluindo o nome deles, sendo que o único responsável por qualquer informação sua na rede, é você mesmo. Não sei o quão difícil é para as pessoas entenderem que tudo aquilo que você fala, age, ou expressa pode ser usado contra e a seu favor, em qualquer meio de comunicação, e até nos mais antiquados, como a fofoca entre vizinhas em cidades com menos de 10 mil habitantes.

Mas, poxa, no termo de uso de tal site, prometia que seria protegido todas as minhas informações… sim, mas nenhum site é 100% isento de erros, ou de pirataria, lembra do dia que o Google parou? Muitos usuários forma expostos, e aí, quem é totalmente responsável por aquilo qye vai sair sobre você, mesmo com juramento na bíblia, é sempre você mesmo.

People don't change, and everybody lies.

People don't change, and everybody lies.

A gente acaba criando uma identidade pública na internet, nada é privado, você monta aquilo que deseja mostrar ou ser, posta as melhores fotos no orkut, seleciona as pessoas que vai seguir no twitter, escolhe as comunidades e testes que fará no facebook, mas de qualquer forma, direta ou indiretamente, são informações sobre você, até o Dr. House é capaz de descobrir o tipo de doença que você tem através de testes no facebook, ou o CSI descobrir o crime que você cometeu lendo seus tweets, e não estou só brincando, tudo é material.

Portanto, caro e adorado leitor, até sua entrada aqui no blog é rastreada, seu comentário leva o número do seu IP, dependendo da onde você clicou, ou pesquisou alguma tag, sei como você veio parar aqui, e não, por favor, não se assuste, esse bicho se chama internet, e se você quer ficar totalmente isento de ser encontrado pelo mundo, vá para ilha de Lost.

Não escrevi o post brava não, nem inconformada, mas acho que é legal saber que por onde você clica nesse mundo de bites, e gigas, e o diabo a 4, você é registrado, e que muitas vezes dá para usar isso a seu favor, e não contra. Todos os dias leio emails de usuários que dizem que tal cadastro os prejudica na internet, então caros, por favor leiam os termos de uso, saibam usar aquilo em que se registram.

Recado dado, quem avisa amigo é!

Beijos a todos! #Meliga