Dia II em Londres

25 03 2010

Acordamos no domingo, primeiro dia que fui tomar banho “comunitário”, ficava pensando no banho (que era unissex) quantos jovens de nacionalidades diferentes não tinham passado por ali, quando saí do banheiro ainda me deparei com um cara estranho entrando de toalha, depois dessa você perde qualquer vergonha pública. Daí os meninos foram tomar banho enquanto eu me trocava, as espanholas voltaram do café da manhã (aliás, a gente acordou porque elas não faziam nem um pouquinho de silêncio na hora de se trocar, usar o secador e sair do quarto), e eu perguntei: – ¿Cómo está el desayuno?, e uma delas respondeu: – Muy pobre, no tiene casi nada y se quieres beber suco tienes que comprar.

Então descemos os três e eu dei uma torcida de nariz pro breakfast, uma fila grande de pessoas, num lugar apertado, escolhendo comer torradas com manteiga e geléia e esperando o chá ou café com leite… Resolvi na hora que ia sair e tomar café no Starbucks, os meninos foram comprar sanduíches no Tesco, e eu meu muffin de blueberry (aqui no Brasil 8 reais, lá na Inglaterra se você for levar é £1,72 e se for comer lá é £1,92, e mal dá 4 reais).

De lá escolhemos nossa rota, ir pelo Hyde Park Inn até o Palácio de Buckinham e depois ao Madame Tussauds. Nesse dia tive que comprar luvas, que salvaram minhas mãos de queimaduras de frio – que o Vinicius estava antes de comprar as luvas dele. Passeamos pelo parque que acabava em um monumento em homenagem ao príncipe Albert, de lá tentamos achar o metrô mais próximo para nos levar ao palácio, no caminho encontramos um monumento que não sabíamos o que era até o Elias comentar na minha foto e dizer que era alguma coisa do Albert, depois entramos no British Museum (onde minha máquina pifou de vez) pela entrada do lado, e só queríamos ver os dinossauros ( o único que conseguiu tirar fotos foi o Vinicius). Eu gosto de museu, mas acho que tem que ter mais tempo e feeling pra ver o que tem lá dentro.

Depois que a gente saiu do metrô presenciamos uma corrida de “vespas”, que depois fui saber que é super normal em Londres, acho que eu teria uma vespa (mudança de idéia depois de estar quase sabendo andar de bicicleta). Então resolvemos ir andando até o palácio, passamos por uma rua que tinha cada casarão em ruas paralelas, e lojas de grife… Londres parece São Paulo, principalmente na variedade de coisas que você pode encontrar. Vimos lojinhas, lojas, vi a Hermione numa propaganda de bolsa. Até que chegamos ao palácio, que não é tão bonito quanto os portões dele, dá para ver as estátuas de ouro de longe… não vi os guardinhas com aqueles chapéus, ou a troca de guarda, mas vi que a família Real tem bastante cômodos.

Engraçado que andar tanto deixa a gente cansado, mas era tanta coisa legal para ver que eu sentava um pouquinho e já estava disposta a andar e a conhecer mais, tudo o que eu pudesse ver. Bateu a fome e então o Vinicius deu a idéia da gente comer o Fish and Chips, típico da Inglaterra, escolhemos um restaurante, bar, enfim, agradável para comer. O ruim é que quase todos os pratos vêm sem sal, – não sei se inglês morre de hipertensão. Então fomos parar na Oxford Street, a rua das lojas, a rua da compras. Não sei se posso comparar com alguma rua de São Paulo, em questão de roupas ela é uma Oscar Freire (imagina minha cara dentro da Harrods), mas tem lojas com preços acessíveis e artigos ótimos como a José Paulino.

De lá rumamos para o Madame Tussauds, e eu sem máquina… tivemos que nos virar com celular, no começo achamos que só íamos ver bonecos de cera, e até deu uma “desanimada”, mas conforme a gente ia seguindo o caminho havia mais atrações, como um caminho de “sustos”, você não sabia se eram bonecos de cera ou pessoas de verdade, depois entramos num carrinhos em formato de táxi que levavam a gente para passear pela história da Inglaterra… Pena que eu não prestei atenção em quase nada, só no percurso do carrinho, que ia pro lado, pra frente, subia, descia. Depois disso eu gostei mais do museu, é interativo. =)

De lá voltamos para a Oxford Street, fazer compras é sempre divertido pena que como era domingo não deu para esticar mais. Voltamos para o albergue, para descansar, desta vez sem as espanholas que tinham ido embora de manhã, o quarto ficou vazio, se a gente tivesse ficado mais uma noite com elas poderíamos ter feito amizade.

Monumento pro Albert

Hyde Park

Albert Hall

Corrida de vespas

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Com os pés no exterior

11 03 2010

Todo mundo diz que viajar para o exterior é algo extenuante, que ver pessoas como nós pensando em outra língua, compartilhando outra cultura nos faz pensar que o mundo é muito maior do que aquele em que nossa rotina nos coloca, e que ele é pequeno quando nos afeiçoamos tanto a um lugar que nos faz sentir como se estivéssemos em casa.

Desde que tinha 13 anos coloquei na cabeça que queria conhecer a Inglaterra, só não sabia responder o motivo da fixação ou quando isso seria possível. Então o velho clichê do “aproveitar a oportunidade” veio à tona e eu fui, pela primeira vez, conhecer o que há lá fora.

O combinado era encontrar meu querido namorado em Brighton (cidade onde a família real inglesa ficava nos veraneios), o engraçado era que o celular dele não conseguia me mandar mensagem e o meu a mesma coisa. Fomos eu e o Corvitcho perguntando para quem pudesse ajudar, e conseguimos chegar na estação – depois de deixar meu namorado tomando um chá de cadeira de 1h30.

O que falar de Brighton? Ela é uma cidade lar, dá para você estar passeando e sentir como se já a conhecesse há anos. Ela emana tranqüilidade, aconchego, hospitalidade e aquele arzinho britânico, mas de forma suave.

Passear pelas ruas naquele frio me fazia ter vontade de entrar em cada loja e perguntar a cada dono qual era sua história e a mais de tantas outras pessoas que cruzavam conosco. Ver como as mercadorias ficavam lá do lado de fora e ninguém tentar dar uma de malandro, poder experimentar chapéus em lojas de brechó, tirar fotos com placas engraçadas, ou simplesmente fazer nada e observar os transeuntes.

Eu não sou o tipo de pessoa que acha que tudo é melhor que o Brasil, mas aceitaria passar uma temporada nessa cidade longe do caos das cidades grandes e do sufoco de uma rotina de trabalho e estudo.

Recomendo Brighton e assino embaixo. Tem mais posts vindo aí!

Brighton - England

Is this hat fits me?

How do I look?

Do you want a piece of me?





A importância dos seriados

7 02 2010

Ao invés de gostar de novela, eu gosto de seriado. Tudo se trama e se acaba em um capítulo, você gosta ou odeia os personagens por várias vezes, mas sempre sente falta deles quando tudo acaba.

Dependendo do roteirista você acaba até adaptando certas frases e expressões no seu dia a dia, ou usa para comentar alguma coisa que aconteceu em sua vida que pareceu igual.

Tem seriado para todos os gostos, todas as idades e você sempre aprende algo novo sobre medicina, sobre a vida, sobre homens, mulheres, fantasmas, paleontologia, moda, etc. Acho que os seriados têm o fator lição muito mais forte do que as novelas brasileiras, e olha que há seriados muito bons na TV, como foi o “Confissões de adolescente”, ou como é o “Tudo o que é sólido derrete”, ambos da Tv Cultura- voltados para o público jovem, lidando com certos tabus de adolescentes sem se estender por dramas e capítulos com elenco do escalão rico, e elenco do escalão pobre.

Seriados brasileiros de curta duração que contam algo da nossa história também são valorizados, como foi o caso da “A casa das 7 mulheres” ou “JK”, o problema é que passam às altas horas da noite, e nem todo mundo agüenta até que eles comecem. Quem tem TV a cabo é que se esbalda com as séries americanas, rindo com seriados nada a ver como “Two and a half men”, “Friends”, “Gossip Girls”, rindo e aprendendo com “Grey’s Anatomy” ou “The Big Ben theory”… e tantos outros novos que aparecem a cada fim de temporada. Acho que sofri bastante quando a greve de roteiristas aconteceu há dois anos. =P

Mas o que me fez escrever o post foi a concorrência pelo segundo lugar na audiência entre o SBT e a Record, acho que até sai ganhando com

Irmãos Winchester

isso. No horário nobre o SBT colocou os irmãos Winchester para competir com a novela das 8 da Globo, e a Record perdeu números… resultado? Após o fim da temporada de “Supernatural” a Record passou o “CSI” para o mesmo horário de “Gossip Girl”, para tentar vencer a concorrência. Resultado dois: o povo não agüenta mais o drama das Helenas de Manoel Carlos e nem os dramas do escalão rico e do escalão pobre das novelas em geral.

Quando as pessoas chegam em casa, depois de ver o jornal com bastante notícias sobre chuva, assassinatos, roubos, queda da bolsa, Robinho, política… elas querem ver coisas legais, distrair-se. Se o seriado alcançou o segundo lugar da audiência é prova de que em breve poderá haver uma reformulada geral na grade da TV brasileira (meus votos o/). Aliás, em outro futuro post vou escrever sobre o Good Day News, que é um projeto bem bacana criado no Reino Unido.

Para quem curte séries que nem eu, é legal tentar preencher a versão do dia e da noite desse jogo “Fantástico Mundo das séries”. E quem sabe a gente não começa uma grande leva de emails para o SBT e Record manterem por um bom tempos novas séries no horário nobre, principalmente para quem não tem acesso à TV a cabo, ou mesmo investirem em séries brasileiras (sem ser estilo Malhação, por favor) por que o enredo funciona, distrai, ensina e agrada ao público.





Peripércias de fim de ano

15 12 2009

Eu não sei da onde as pessoas tiraram as chamadas simpatias de ano novo, só sei que desde quando eu me dei por gente a família toda se atrapalhava na hora da virada para escolher a bendita da simpatia que faria, e que traria no ano seguinte mais dinheiro no bolso, saúde para dar e vender, amor, prosperidade e saúde.

Comer sete uvas e guardar as sementes na carteira, pular sete ondas, pegar a nota mais alta de dinheiro e colocar no bolso, comer uma colher de lentilha bem na hora da virada, mandar barquinho para Iemanjá…  Foram tantas que eu nem sei dizer qual delas é a mais poderosa de todas. Mas, uma delas, a que eu achava a mais nada a ver de todas, foi uma que embaraçosamente eu fiz de 2005 para 2006 e que foi a que deu certo.

Quando a gente pensa em simpatia pelo menos eu penso assim, a gente tem que ter certeza de que ao fazer aquilo o desejo vai acontecer, essa simpatia eu duvidava muito, mas como era o ano em que eu estava prestando o vestibular – e cá entre nós vestibulando faz promessa até pra Deus mesmo sendo ateu – resolvi tentar.

O esquema era você tinha que achar a lua, a posição certa dela, mesmo entre nuvens (só não dá certo se ela estiver nova) depois, você tinha que mentalizar o pedido de querer dinheiro, no meu caso eu pedi uma vaga na USP, e então dar uma abaixada rápida nas calças e mostrar o bumbum pra lua. Pois é, foi ridículo, mas funcionou! =)

No calor da meia noite as pessoas com as taças de champagne nem ligam para o que você vai estar fazendo na virada, o esquema tem que ser rápido, porque aí dá tempo de você tentar algumas outras ao mesmo tempo, tipo, abaixe as calças com 7 uvas na boca, e depois pule sete ondas…. Que seja!

E vocês, quais foram as simpatias que deram certo na virada de ano?





“Infelicidade é questão de prefixo” (Guimarães Rosa)

27 10 2009

Quem acompanha o blog vira e mexe nos últimos meses notou a onda de posts subjetivos que tomaram conta daqui, e quem me segue no twitter vê que eu descarrego a raiva, a tristeza, a angústia e o alívio em situações, nunca na forma como eu enxergo o mundo. Não é questão de jogar a culpa no outro ou em alguma coisa, mas pela primeira vez eu terei que assumir que a sociedade e a educação tanto familiar quanto moral influem sim naquilo que eu sou.

Li uma matéria (essa aqui: http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/1416) que fez com que eu enxergasse os motivos da minha infelicidade momentânea, e é tudo devido a aquilo que eu ando almejando, tá certo que o ser humano é movido por desejos, sonhos… mas, a mulher é bem pior. Digamos que eu compro roupa e ganho sorrisos largos no rosto aumentando meu guarda-roupa, mas isso tem que ser feito a cada estação. Homens compram roupa porque precisam, ou porque aquela favorita rasgou (isso se eles trocam), ou quando engordam e veem que aquela camiseta preferida não entra mais. Eu fico triste quando todo o esforço que eu ando fazendo, não me traz todo aquele material que eu desejo, ou a segurança finaceira que eu tanto quero. Mulheres entram em crises porque ao invés de comemorar alguma conquista, já estão lamentando porque querem outra.(Ou no caso eu algumas vezes, e outras tantas que eu conheço).

Eu gosto de moda, meu namorado de cartas de Magic, eu gasto com sapatos, bolsas, acessórios, e ele é feliz jogando video-game com os amigos. Mulheres não conseguem ser felizes com algo simples, a gente sempre tem que ter aquele algo mais. Ele tem um tênis para sair, um tênis para jogar tênis, e um pro dia a dia, quando muito um sapato para ocasiões sociais. Eu surto porque tenho apenas uma sandália rasteira pro verão que não combina com a cor dos meus outros vestidos, enquanto ele, usa chinelo. E num é que a culpa é minha, parte dela é porque me deixo influenciar pelas tendências da moda, mas eu quero ficar bonita (principalmente pra ele). A gente coloca na cabeça que a roupa que a gente veste, ou as coisas que a gente tem que ter é que vão nos fazer felizes, e isso é assim na Tv, nas revistas, na internet… mesmo eu tendo um corpo que milhares de mulheres sonham em ter, tendo o cabelo liso que outras milhares almejam, ainda assim se eu não me cuidar posso ser taxada mal.

Se eu quero me casar depois dos 30 porque quero crescer profissionalmente e viajar pelo mundo, eu tenho o risco de ficar para titia ou ter dificuldade de engravidar. Se eu sou mãe antes dos 25 é uma dó porque eu tinha todo um futuro pela frente, se eu penso em me casar sem ter filhos aos 27 anos, preciso arranjar o homem que vai querer casar comigo… e assim é com muitas mulheres por aí. Por isso que os homens dizem que eles não entendem as mulheres, nem eu entendo.

Porque eu não posso ficar feliz passando uma noite jogando conversa fora num barzinho com as minhas amigas? Porque eu tenho que sofrer em não poder comprar uma bolsa Guess de R$3 mil,  enquanto meus amigos vão pro salão do carro e já voltam realizados de terem chegado perto de um daqueles carros maravilhosos?
Eu virei uma mulherzinha e sofro com a síndrome de mulherzinha! hahahah

O comentário desse tal Barney (na matéria citada acima), foi a melhor síntese desse caso:

“Talvez o homem seja mais feliz porque espere menos do mundo. E precise de menos para ser feliz. Sobre o homem não há tantas pressões a respeito da beleza, exatamente porque para ele tanto faz. Nem da moda. E, para os homens, casar ou ter filhos não é um sonho primordial. E assistir a um jogo de futebol em que seu time ganha e tomando uma cervaja com os amigos faz o dia de a maioria dos homens ser quase perfeito. Para as mulheres, um dia perfeito é beeeemmmmmm mais dispendioso…

Um homem olha uma Ferrari mas não se deprime porque nunca terá uma. Ele admira o carro e pronto. E não se deprime porque nunca será um Ronaldo. Já as mulheres em geral se angustiam por dentro quando vêem uma linda modelo, magrinha. E têm uma centena de sonhos dos quais sua felicidade e realização dependem necessariamente. Entre eles estão ter filhos, casar-se, realizar-se profissionalmente do jeito que idealizou na adolescência, ter um corpo bonito, ser sempre notada, ser amada, ser a mais bonita da festa…

Não estou dizendo que as mulheres estão erradas. Nem que os homens estão certos. Mas é que duvido muito que, se de fato todos os homens ajudassem em tarefas domésticas e a cuidar dos filhos, as mulheres seriam mais felizes. E a autora do texto atribui muito a culpa da infelicidade delas a isso. Acredito que o problema está mais na cabeça que fora dela. Nas expectativas de infância e adolescência que as mulheres se impõem para serem felizes.”

Quer saber Barney, quem quer que você seja, eu concordo plenamente com você, e acho que vou começar a ter visão de homem em determinadas coisas.





Uma guitarra elétrica, uma bola, um microfone, uma boneca…

31 08 2009

“Hey mãe eu tenho uma guitarra elétrica, durante muito tempo isso foi tudo o que eu queria ter, mas hey mãe alguma  coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente, o que fazer”. (Terra de Gigantes – Engenheiros do Havaí).

Minha forma de ver a vida tinha começado a mudar em 2006, quando eu comecei a ler sobre pessoas de sucesso, mas daí eu cai na rotina e a pouca coisa que tinha absorvido saiu da prática e voltou a algum baú do meu inconsciente ( e digo inconsciente porque nas horas difíceis alguma coisa se manifestava). Mas, até 2006 eu sabia o que queria, e eram coisas mais simples, eu queria fazer uma faculdade, arranjar um emprego fod* e enriquecer.

Daí, a gente cresce e além de crescer (alguns muito pro lado) amadurece. Não curto muito saber que mulheres tem seu cérebro maduro uns 2 anos mais cedo do que os homens, mas como somos emocionais demais, isso cria uma desvantagem e então nossas cabeças continuam com o mesmo grau de discernimento. Fato é que ultimamente eu dei uma guinada nos pensamentos, resolvi criar mais confiança – o que é uma tarefa acumulativa, feita dia a dia – e focar nas coisas que eu quero de verdade.

Fato mais uma vez que a cada dia a gente constrói ideias novas, descobre caminhos novos e eu me pego numa encruzilhada:

– Putz, mas o que eu quero mesmo?, hoje é um dia desses, comecei a aplicar o que a gente chama de Teoria do Sucesso na minha vida (o que para alguns é só mais uma auto-ajuda, mas espere até que eles me vejam rica, também vão querer essa auto-ajuda, heheh), logo, sei que um dia eu vou ter uma liberdade financeira, poder escolher o que eu quero ter, ou não, sem restrição de preço. Sei que as coisas tem que ser a longo prazo, porque pensando assim, a gente se foca nisso o tempo todo, pensa em mais formas de se chegar nisso e quando for ver,* plim *, você é o mais novo milionário do pedaço.

Só que eu não sei o que eu quero fazer profissionalmente, exatamente! =D
Talvez seja só hoje, talvez eu não descubra nunca, talvez em breve eu lance um livro sobre blogs… opções. O bom é que eu ainda sou nova e está na hora de arriscar, quando a gente estava na escola podíamos ter passado por diferentes experiências, um dia com os bombeiros, com administradores, com jornalistas, com advogados, com publicitários… assim, teríamos uma ideia melhor do que fazer.

Por enquanto, me encontro num estágio que me permitiu aprender marketing, trabalhar numa empresa sólida e ganhar dinheiro lidando com o meio digital, não que eu queira conquistar o mundo, mas certamente quero que meu nome seja lembrado por ter colaborado com o mundo, ter ganhado dinheiro, e fazer com que minha vida seja retratada numa biografia que esteja na estante da Teoria do Sucesso. E viu, nunca duvide disso, eu trabalho a minha confiança agora, e você?

Tá certo que não é da noite pro dia que isso acontece, mas alguma hora você vai ter que começar a :

– Ver oportunidades nas mudanças;
– Correr longe do medo, que é sinônimo de fracasso;
– Parar de reclamar, e começar a falar de ideias, cada ideia é um passo para frente e cada reclamação é um passo para o nada;
– Pensar que nada é impossível, se você pode querer algo, se isso existe em sua mente, então isso pode ser real, mesmo que demore algum tempo;
– Não ligar para que os outros falam, acredite apenas em quem te apóia, sempre vai haver pessoas contra você, e elas merecem ser ignoradas;
– Que se fracassar não é para colocar a  culpa em algo, aprenda com seus erros e comece de novo;
– Saber que o risco anda paralelo ao sucesso, você deve estar ciente disso, arriscar faz parte da vida.

Isso parece clichê? Pois bem, se é clichê é porque funciona. Texto subjetivo? Nada, texto estimulante. Tudo bem que eu continuo sem saber o que realmente fazer, mas sei que a oportunidade certa vai surgir, e eu vou saber identificar, assim como escolher aquela coisa que a gente quer quando é criança – quando seu mundo só depende daquele brinquedo, daí a gente cresce e é a mesma coisa, só que um pouco mais séria. =)

Como é bom fazer parte de algo que diverte as pessoas.

Como é bom fazer parte de algo que diverte as pessoas.

(Sobre a foto: Depois de umas 8 tentativas a equipe do Blogblogs/ Brasigo se reuniu para tirar uma foto com a camiseta promocional, justo no dia em que meu cabelo não estava bonito, rs.)





A escolha da leitura

21 08 2009

Fiz um curso faz quase um mês sobre Marketing Editorial, nesse curso pude conhecer pessoas de diferentes editoras e trocar ideias. Numa das nossas discussões em grupo para concluir o projeto da editora fictícia, surgiu a questão da leitura de cada um, em geral.
Falaram que quando estamos em metrô e ônibus e vemos homens e mulheres lendo, a tendência é ver mulheres lendo mais auto-ajuda, best sellers e assuntos diversos, enquanto que os homens buscam leitura que tenha mais a ver com sua profissão, não que isso seja uma regra, mas é comum.

Eu leio aquilo que me interessa e de acordo com o que estou sentindo em determinada época, posso ler Harry Potter, Warren Buffet, livros em outros idiomas e até o best seller do momento, se eu quiser. Mas, notei que há um baita preconceito quanto a isso.

Na faculdade eu andei circulando com o terceiro livro da série Crepúsculo, o Eclipse, que é um romance para passar meu tempo livre dentro do transporte público. Confesso que nunca tinha me interessado por ele, mas porque não ler? A minha primeira impressão foi comentada com a minha irmã: – O livro como minha opinião de quase bacharel em Letras é pobre em conteúdo, em enredo, mas como história para vender ele funciona, ele cativa.
Oras, vivo lendo coisas na faculdade que sugam meu cérebro até dizer chega, textos filosóficos, críticos, que ficam bajulando-se uns aos outros, sem que você possa entender direito, porque não leu toda a bibliografia que o autor se baseou para escrever, e há pessoas que se vangloriam por entender isso. Num país como o nosso que a média de livros é muito baixa, porque é que eu vou julgar fulano por ler um best seller de moda, chiclete e clichê? Ao menos, é uma leitura.

Aposto que ele lia gibis para descansar a mente

Aposto que ele lia gibis para descansar a mente

Voltando a faculdade, o livro, coitado, encontrou-se com olhares tortos, caras feias e pensamentos que posso imaginar: – Gente, essa menina faz letras e traz isso para faculdade?, e leio mesmo. Não será Foucault que irá distrair minha mente, a amargura da Lispector que vai me deixar feliz, a ironia de Machado, a linguagem truncada dos textos de portuguesa de séculos atrás. Existe leitura para tudo, para todas as sensações, mas nunca se deve julgar o leitor pelo livro que ele carrega, embora todo mundo faça isso, inclusive eu.

Julgar o livro pela capa, o conteúdo pelo título, a reputação pela sinopse de críticos… no fim, você só vai ter uma opinião mesmo quando tive lido a obra. Ainda que numa onda de ebooks, e tecnologia as pessoas ainda guardam, compram e emprestam os bons livros impressos.

Eu ainda leio blogs alheios, leio manchete de jornal, leio bula de remédio, embalagem de xampu (descobri um erro ortográfico outro dia) e qualquer coisa que tenha letrinhas e esteja ao meu alcance e que varie como meu humor. E esse post vai para todos que julgam as pessoas por aquilo que elas leem (nova gramática). Se você é brasileiro, deve sentir orgulho que ao menos a pessoa lê.

Se uma conversa com uma pessoa que lê best seller tiver menos conteúdo do que uma que lê textos truncados por diversão, garanto que a primeira ainda saberá se divertir mais, enquanto que a segunda sofrerá até encontrar um grupo seleto que entenda aquilo que ela pensa. O importante aqui, é que não importa o conteúdo lido, todos que leem tem alguma base.

E você, como julga os leitores?