Você é aquilo que você ouve?

3 10 2011

Acho que uma das perguntas que eu mais detesto responder é: – Que tipo de música você ouve? Não porque eu não goste de alguma coisa decente e tenha vergonha de responder, mas é que já passou da época da minha vida em que o que eu ouvia fazia meu estilo de ser, acho que adolescentes buscam identidade naquilo que ouvem, em alguns casos acredito que dá tão certo que a pessoa continua com aquilo até morrer.

Mas, ao contrário de ser aquilo que você come, eu não sou aquilo que eu escuto, porque eu ouço tanta coisa, desde o pop mais chiclete até o heavy metal mais pesado, porque isso depende do meu estado de espírito, e não exatamente daquilo que sou. Com a última edição do Rock in Rio pude sentir isso de uma forma mais concreta, pois veja que eu assitiria o show da Katy Perry, Shakira, Motorhead, Metallica, Slipknot, System of a Down, Cold Play, Maroon Five, Guns & Roses e até Britney Spears se ela viesse, e se alguém pegar meu ipod vai ver que não é mentira, mas agora imagina se eu me vestir como a Katy Perry, usar máscara como os caras do Slipknot, dançar que nem a Shakira pela rua e ligar para meus amigos gritando que nem o System of a Down?

Chris Martin arrasa no palco

Muita gente diz que é eclético, acho que como a Juliana Paes disse ao Multishow isso virou moda, mas o fato é que a gente precisa estar aberto a sons e ritmos novos, e ir colocando na playlist aquilo que faz com que a gente se sinta bem sem se importar com o que os outros vão pensar de você.

Sobre o Rock in Rio eu não pude nem pensar em ir desde o começo, estou sem job desde Abril e qualquer gasto a mais me faz virar nos 30, mas confesso que vibrei muito com o show do Cold Play, e espero ter grana e emprego da próxima vez que eles vierem, o Chris Martin anima muito em cima do palco e as músicas deles são sensacionais. Adoro uma banda britânica hahaha.

E vocês, são do tipo que vão viver um estilo de música, ou preferem achar o que vocês são e ouvir tudo aquilo que gostam??

Essa dança muito.





Celebridades de pano de fundo

29 07 2011

Muitas vezes ouvimos seus nomes, conhecemos seus personagens, mas podemos comprar pão na mesma padaria da pessoa, sem saber o sucesso que ela faz por de trás dos panos.

Estava vendo a matéria nova com o Ashton Kutcher que ficará com o papel que preencherá a lacuna deixada por Charlie Harper (snif, snif), e relembrando o motivo, veio o nome Chuck Lorre. O autor do seriado, o verdadeiro responsável pelas frases célebres do personagem, e eu diabos sei reconhecê-lo na rua?
Então fui atrás, pois estou disposta a tirar o tempo de atraso do blog, hehehe e acho que é interessante saber isso. Daí, pasmem, além de Two and a half men ele também é o escritor de The Big Bang Theory (Penny, Penny, Penny) e de Mike & Molly, ou seja, ele é um gênio das tiradas que a gente tanto gosta. A foto do dito cujo é essa abaixo, e além de escritor ele também é diretor, compositor e produtor, quer mais? Mas, a fama dele mesmo surgiu quando ele começou a brigar com o Charlie Sheen, por isso se alguém o vir pela padoca em Nova York tira uma foto e manda o link.

Chuck Lorre - 2 and a half e Big Bang

Outra que todo mundo sempre fala e eu conheço de nome, vi em um dos filmes uma representação da vida dela (O Diabo veste Prada) é a Anna Wintour, a editora-chefe da Vogue americana e que dizem que é um docinho de pessoa, assim, que nem no filme. Saindo do mundo fashion, certeza que ela só ficou conhecida pelo filme, e a nossa top Gisele foi elogiada por ela antes de fazer sucesso, a mulher prevê a moda também.

Anna Wintour - Miranda Prisley

E por último, para o post não ser longo e cansar, fui tentar descobrir quem é o Louro José da Ana Maria Braga. O Google é lindo e eu descobri que o responsável pelo boneco é o Tom Veiga, mas não deu para saber mais sobre o Tom, só sobre o Louro, que existe desde 1997 e é o parceiro master da Ana. Enfim, mais um post que eu acho interessante divulgar, e eu peguei todas as imagens do Google.

Tom Veiga - Louro José





Qual a diferença para uma Miss no mundo?

23 07 2011

Em época de decidir quem será a próxima miss Brasil 2011, a gente para e pensa: será que há algo a mais por trás de um concurso de beleza?

Nas últimas semanas a maioria dos portais brasileiros tem exibido fotos de mulheres bonitas eleitas as mais bonitas de seus determinados estados, isso porque antes foram as eleitas das cidades. A rede Bandeirantes de televisão é a responsável por exibir o concurso do estado e do país, e depois o concurso Miss Mundo. Tá, mas e aí? Há tantas mulheres bonitas por aí e que nem sabem ou podem participar do concurso de miss, isso chega a ser importante para quê? Eu que quando posso assisto e chego a torcer, parei esses dias para refletir sobre isso pensando se não estava apoiando algum evento de futilidade e discriminante já que para ser miss há medidas a serem seguidas, que digamos uma boa porcentagem da população feminina não possui. Daí, fui pesquisar, pois precisava: a) atualizar o blog, b) descobrir isso para ter mais cultura, mesmo que seja inútil e c) escrever numa noite de sexta, já que o namorado está em reunião de trabalho.

Miss Simpatia Sandra Bullock

Tentei uma pesquisa rápida esperando encontrar alguma coisa parecida com o filme da Sandra Bullock “Miss Simpatia”, que mostrou os problemas vividos por cada garota para estar ali, o que significava para cada uma delas e que o prêmio dava oportunidades para cada uma fazer a diferença no mundo, e claro, de alcançar a paz mundial. Aqui no Brasil quando o concurso Miss Brasil surgiu nos meados dos anos 50, ele alcançava uma boa audiência, o intuito era encontrar uma mulher que representasse para o concurso Miss Mundo a beleza nacional, com a ditadura militar algum tempo mais tarde, o programa de misses sofreu toda a decadência e queda de prestígio. Desde a TV TUPI até os dias de hoje o concurso sofreu altos e baixos, mas nos últimos anos tem revelado beldades e ganhado telespectadores. Para participar do concurso há algumas regras:

– Ser brasileira, maior de idade, não ter filhos, nunca ter exposto partes do corpo em fotos nuas ou semi-nuas, ter no mínimo 1.70m (a realidade brasileira é essa, claro), ter no máximo 26 anos.

– Além dos três primeiros lugares há ainda o título de Miss Simpatia e Miss voto popular. Esse ano aqui o prêmio em dinheiro ao primeiro lugar é de R$200 mil mais um carro 0 km (bons motivos para tentar participar). No concurso estadual a primeira e segunda ganhadoras ganharam uma viagem e a terceira um curso de inglês (Miss São Paulo, não sei se foi o mesmo para os outros estados).

Ok já descobri um pouco da história, de como participar, dos prêmios, mas

Miss Brasil 2007

importância ainda… Quando achei a história do concurso Miss Universo descobri um juramento feio pela vencedora que diz que é dever delas espalhar a mensagem de paz e entendimento mútuo, parece trabalho de princesa para quem não tem sangue real. Fiquei tentando lembrar se vi alguma coisa da Natália Guimarães (Miss Brasil 2007) enviando essa mensagem depois que ela quase ganhou o Miss Mundo (perdendo da japs), mas veio de tudo na memória, até lembrar que ela namora com o Leandro do KLB (se o grupo existe ainda) e apresenta um programa de TV em Minas, ou a Renata Fan (Miss Brasil 1999) que apresenta um programa de esportes. Se o dever de uma miss é ajudar na paz, acho que as ações em que elas colaboram deveriam ser mais divulgadas, senão na minha memória só vou conseguir associar o concurso a uma competição de beleza sem fins benéficos. Mas, vamos torcer esse ano para ver se ganhamos o Miss Mundo, porque se depender do futebol, está difícil, hehe.

Miss Brasil: 23 de julho de 2011, pela Band
Miss Universo: 12 de agosto setembro de 2011, em São Paulo.





Área de Letras:Experiência ou teoria?

7 02 2011

Tenho recebido muitos comentários do post que escrevi sobre o curso de Letras, principalmente de pessoas que já estão no

Sala de aula

mercado de trabalho e querem mudar de ramo, mas por não terem experiência se sentem empacadas, ou muitas vezes por pessoas que querem cursar o a graduação, mas se sentem retraídas de ficar sem emprego por não conhecerem o mercado de trabalho.

O que eu posso dizer para vocês é que as pessoas esperam muito de uma graduação, pensam que na faculdade você aprenderá a teoria, a prática e todos os setores em que pode atuar como profissional, e isso não existe. Primeiro porque a experiência vai de cada pessoa, segundo porque a faculdade está ali para ensinar a base e os vários ramos em que a teoria atua, tanto que se a medicina não evoluísse não teríamos a cura de várias doenças, e soluções são a mistura da teoria aplicada a uma nova prática. Com Letras é a mesma coisa, o rumo dos profissionais no mercado depende deles mesmos.

Digamos que o mercado de trabalho não é um ser que decide onde você vai atuar, é você quem decide ir atrás daquilo que acha que tem aptidão, mas temos que estar preparadas para receber vários nãos e rejeições também, porque muitos profissionais de RH não conseguem enxergar num curso as diversas possibilidades que ele tem, por isso é bom quando a entrevista é feita direta com um gestor, pois ele pode enxergar em você o que procura e ainda te deixar desenvolver, já o RH vai seguir apenas o que pedem na ficha, curso tal, requisito tal, experiência tal.

Um dos diferenciais na hora de decidir a carreira é estagiar, imagine que você está para se formar em matemática e não consegue falar em público, mas adora ensinar. O que fazer? Uma opção é trabalhar em editoras, onde você pode confeccionar exercícios para livros didáticos. Ou então, você acabou de se formar em engenharia mecânica e quer montar carros na Itália, mas não sabe italiano e nem tem dinheiro para ir até lá, uma solução é começar um curso de italiano e procurar alguma empresa que tenha sede por lá, para mais tarde tentar uma transferência. O bom profissional hoje em dia é aquele que se antecipa nas falhas do mercado em que quer atuar e persiste naquilo que gosta.

Respondendo a uma pergunta feita no blog:

“Faço o 6° semestre do curso de Letras português/inglês, e ainda não sei qual rumo seguir. No início sonhava em lecionar língua inglesa porém, o que aprendemos na faculdade não é suficiente para encarar uma sala de aula, depois me apaixonei pela literatura (eu já gostava muito), enfim gostaria que você me desse uma dica do que fazer, se faço uma pós-graduaçao, ou um mestrado”.

Nesse questionamento vemos alguns problemas:

– O primeiro rumo a ser seguido (lecionar) não é o rumo decisivo, a causa foi achar que o preparamento dado nas aulas da graduação não era suficientemente forte para encarar uma sala de aula.

Observação: Quando fazemos Letras com ênfase para ser professor (licenciatura), o preparamento se dá de duas formas, seminários e acompanhamento in loco. Ou seja, o seminário dado em sala de aula faz com que você aprenda a lidar com a teoria e a forma como vai transmitir isso aos seus alunos, o segundo são os estágios em escolas, em que os alunos acompanham algumas aulas para saber as dificuldades que vão lidar no dia a dia. Isso não é segurança nenhuma, mas quem vai ser professor sabe que não vai parar nunca de estudar e se preparar.

– Segunda parte, gostar de literatura significa que quer mudar o rumo do ensino da língua, para o ensino da literatura?

Observação: Dar aulas de língua ou de literatura significa encarar uma sala de aula do mesmo jeito, e eu ainda acho que literatura é pior. Porque a maioria dos meus colegas gosta pois interpreta  a história, o conto, o livro de um jeito e quer se aprofundar no autor, mas dar aula de literatura significa também aceitar a opinião do aluno, e ensiná-lo a conhecer as linhas críticas que há por trás de cada era literária. Há preparamento para isso? Não acho que exista.

O ponto das observações acima só evidencia que as pessoas acabam se iludindo com aquilo que esperam de uma graduação, pós, especialização. Todos os cursos que fazemos são como guias, que nos levam aonde queremos atuar. Não devemos ter medo de não saber se vamos conseguir, o que temos que ter em mente, é que se queremos algo temos que ir atrás.

E o meu conselho para a dúvida acima é: Tente dar aulas particulares, de inglês e literatura, veja qual te dá mais empolgação. Quanto a pós ou mestrado, servem para atuar lecionando em nível superior onde o aluno costuma ser mais rigoroso com o professor. Por mim, o que precisamos no país é de base, e de professores que transmitam a paixão de estudar para os alunos.





Dê um natal melhor para quem nem sempre soube o que é o Natal.

23 11 2010

Todo ano é a mesma coisa, crianças acreditando e outras desacreditando em Papai Noel. O senhor Nicolau, que é o nome do São Nicolau da onde dizem ter originado a lenda do bom velhinho, ajudava os pobres e necessitados financeiramente, dizem que através de sacos com moedas de ouro que jogava através das chaminés das casas. A lenda tomou força na Alemanha e foi evoluindo até o que temos hoje em dia, que já nem sei mais se tem a mesma magia ou não.

Quando eu era criança era uma dureza ficar acordada até depois das 21hs da noite, então era muito fácil falarem que o Papai Noel tinha passado e deixado meu presente, mesmo que eu soubesse que quem dava presentes era a minha tia e a minha avó, minha mãe gostava de dizer que eu devia fazer um pedido para o bom velhinho, que ele iria concretizar. Acho que escrevi uma carta ou outra, deixei de acreditar cedo com 5 anos de idade, assim que vi meu tio se trocando no quarto.

Hoje em dia, quando a gente vira adulto sabe que natal tem todo o significado cristão de união entre família e entes queridos, e que de certa forma, o nascimento de Jesus trouxe outra forma do mundo acreditar na vida. Não sou religiosa, mas é isso que entendo por natal, de forma bem sucinta.

Dar presentes para mim só tinha sentido porque Jesus nasceu e cada um dos reis magos deu um presente para desejar coisas boas para ele, hoje em dia trocar presentes é sinal de economia aquecida, amigo secreto, rabanada e décimo terceiro.

Mas, ainda há pessoas que acreditam que o espírito natalino traz mais do que economia aquecida, ou presentes caros. Existem crianças por aí que só querem comer um panetone de presente de natal. Por isso, eu achei bem legal divulgar aqui no blog a campanha dos Correios: Papai Noel dos Correios.

Papai Noel dos Correios 2010

Existem duas formas de você ajudar:

– Lendo e respondendo as cartinhas endereçadas ao Papai Noel;

– Sendo um padrinho e realizando o pedido de presente de algumas cartinhas.

No site há um histórico dessa campanha realizada há mais de 20 anos, e instruções de como proceder com as cartinhas. Eu ainda não sei se respondo, ou se vou adotar umas cartinhas, mas espero que vocês que estejam lendo isso divulguem a campanha também.

O melhor presente de alguém, é poder fazer outra pessoa feliz.

A campanha teve início no dia 5 de novembro e terminará no dia 20 de dezembro.





A comédia contemporânea gera reflexão

4 09 2010

Caros e queridos leitores, primeiramente minhas desculpas. Ando sumida do meu blog e até mesmo da internet, embora eu use a internet 6hs por dia, 30hs por semana, isso se dá por acesso do meu emprego, e que embora eu trabalhe com comunicação, principalmente digital, a empresa funciona no modo obtuso e além de bloquear vários sites, ainda gera um relatório das coisas que eu acesso e que vai direto para a mesa do meu chefe.

Claro que, como boa funcionária eu não abuso da pequena liberdade que eu tenho, mas isso resulta no meu cansaço da internet e de computador, por isso quando chego em casa eu não tenho pique para ligar o PC e pesquisar, ler e fuçar as coisas do meu interesse para que eu desenvolva algo útil e legal e possa publicar para todos vocês, meus queridos. Aliás, o WP sempre dá na busca do Google que tem gente que coloca: o basculante + Vânia, e eu não sou uma pessoa curiosa, mas juro que fico pensando que tem alguém que liga o meu nome ao meu blog e quer saber sobre as novidades, então especialmente a você responsável por essa busca no Google, eu voltei.

Não posso prometer que vou estar aqui com a freqüência que eu gostaria e o blog merece, mas pelo menos para dar uma satisfação, estava pensando em criar um twitter para o blog, assim muitos de vocês poderiam tirar as dúvidas comigo, já respondi a várias pessoas por email – adoro quando vocês me procuram e eu posso ajudar, mas tendo um twitter a ajuda poderia ser muito mais rápida.

Ganhei uma webcam do ZoodoJoo, e até hoje não consegui instalar, mas estava pensando em postar uns vídeos aqui quando não conseguisse escrever, afinal, a gente tem que seguir a modernidade às vezes, especialmente quando se trabalha diretamente com comunicação e mídias digitais. Quando eu era pequena nunca iria dizer isso para minha mãe: – Vou ser uma profissional de conteúdo online e digital e trabalhar com estratégia de mídia digital, no máximo ela iria achar que a queda do banco tinha afetado a minha cabeça de vez.

Vídeos que falam mal, mas falam a verdade

Porém, nesse post eu quero dizer que virei fã do Felipe Neto, primeiro por que muitas das coisas que ele diz eu me identifico, e segundo por

que ele me faz dar risada, não pela quantidade de palavrões, mas talvez pelo sarcasmo. Penso que embora ele fale as coisas e a gente dê risada todas elas fazem a gente se questionar, sobre como os jovens de hoje andam fúteis, como é nosso pensamento político, como muita gente escreve errado, e todos os outros vídeos que eu consegui ver. Hoje temos vários comediantes, por exemplo, o pessoal do CQC, mostrar a realidade de certas situações fazendo com que a gente ria é uma forma de nos fazer refletir. Então a dica do post é: dê risada de forma consciente, e qual a melhor forma de resolver alguma coisa se não de bom humor?

Em breve vídeo meu estreando a webcam (Eliasss vou conseguir!!) e twitter do blog.

Escrevam comentários, eu adoro =)





Coisas daqui e de lá

19 05 2010

E depois de muito tempo sem postar, eu coloco o último post para encerrar minhas memórias da minha “eurotrip”.

Todos os dias que se seguiram e fazia um friozinho, mas havia sol no céu, aqui em São Paulo, eu sentia uma saudade de estar passeando pela Inglaterra e França. Dava uma saudade gostosa de acordar e decidir para onde eu queria ir, onde poderíamos almoçar, poder reparar nas pessoas, nos cheiros, nas paisagens.

Aqui em São Paulo tudo é corrido. Eu acordo olhando o relógio, como olhando o relógio, vou dormir olhando o relógio, vou ao banheiro olhando o relógio. Na hora do almoço é um corre-corre para eu não me atrasar para trabalhar, ou para chegar a tempo de uma reunião, tem um parque tão bonito em frente ao prédio da minha empresa e não consegui, até hoje, dar uma volta nele inteiro. Em Barcelona, na Espanha, é um costume as pessoas almoçarem nos parques, mesmo no frio em Brighton, ou no vento gélido de Paris, as pessoas paravam para estar ali no parque. Eu ainda não sei andar de bicicleta, mas quando souber também queria que pudesse ser um meio alternativo, mesmo com a iniciativa do governo de ter ‘bicicletários’ no metrô, nossas vias mal têm estrutura para pedestres, imagine uma ciclovia.

Tem tanta coisa que São Paulo não sai perdendo de Londres ou Paris, mas ainda tem a questão do povo. Nosso metrô é limpo, é rápido, bem melhor do que o metrô deles, mas o metrô de lá chega no horário, avisa se vai atrasar e as pessoas, elas realmente ficam na direita na escada rolante e realmente esperam todo mundo desembarcar do trem para quem está de fora possa entrar. Falta educação para o povo daqui, especialmente linha azul e vermelha.

Outra coisa interessante é quando eu vou ao centro da cidade, é um lugar em São Paulo que se eu pudesse destruiria e construiria de novo. Muitas partes da República e Anhangabaú me lembram o Rio de Janeiro e partes de Paris, hoje que lembrei que isso faz sentido já que os franceses se instalaram no Rio com a França Antártica – por isso que eu não gosto nem de carioca e agora, de francês (opinião minha) – e parte dos costumes, da língua, da cultura se mesclaram com os dos portugueses para formar a cidade que vemos hoje em dia por lá.

Depois de viajar, todos os dias em que me canso, porque faço faculdade, trabalho e tenho que dividir o tempo livre entre: família, amigos, namoro, estudo e lazer, e reparo que o tempo que sobra nunca é o bastante, eu tenho vontade de largar tudo e de sair viajando pelo mundo, porque o mundo é grande e tem tanta coisa para se conhecer e aprender, e eu fico aqui na mesa na frente do computador trocando meu precioso tempo por uma quantia de dinheiro que:

– Sofre descontos, porque chamam VT e VR de benefício, mas você tem que pagar parte deles;

– Se essa quantia ultrapassa 17 mil ao ano, eu preciso dar parte dela para o governo, já que eles chamam isso de renda (eu troquei meu tempo por esse dinheiro, renda não é isso, no meu ver);

– A quantia não dá para eu me sustentar sozinha e largar tudo e ir viajar o mundo.

Na Inglaterra você compra um carro usado por 300 libras, e ele funciona. Aqui, para eu ter o meu primeiro carro preciso de no mínimo 8 mil reais, e rezar para que ele não me deixe na mão no meio de uma estrada.

Mas, a pior de todas as coisas depois de tudo isso, é que eu ainda amo o Brasil.