Ressalvas

16 10 2009

Para haver uma briga, basta ter duas pessoas, ou até uma quando esta entra em contradição. O certo é que ninguém passa na vida sem uma briga, nunca um mês isento de uma discussão, de um perrengue, de um “eu não concordo”. E isso é muito bom, mesmo quando parece que todo mundo está contra você ou aquilo que você diz, é bom saber que há outros que pensam se outro jeito, mesmo estando certo ou errado, e às vezes os dois estão do mesmo lado e nem sabem porque a expressão dificilmente ajuda nas horas dos nervos a flor da pele. Depois que a gente se acalma e percebe as besteiras que falamos, as besteiras que passaram pela mente, o choro que engolimos… tudo isso parece que foi um rebuliço por nada, mas a gente teve que passar por aquilo para saber que no fim, tal coisa valia a pena, e tal coisa não.

A divergência de ideias, de medos, de convicções, de esperanças, acontece a todo minuto, em todas as áreas de nossa vida, com todas as pessoas a nossa volta. E o que me dá mais angústia é saber que não podemos fazer nada, que temos e devemos passar por isso, porque vivemos em sociedade, porque somos diferentes, porque vivemos. O querer bem dos outros, o ponto de vista de fora, de dentro… todo mundo tem um motivo para dar uma opinião no seu problema, na sua solução, na sua calmaria. E a gente fica bravo, feliz, emputecido, triste, dependendo se concordamos ou discordamos daquele que dá o pitaco. O ponto aperta quando é alguém querido. No final da coisa, me dei conta que às vezes a gente deve agradar a si mesmo e parar de ser o melhor para os outros, que o egoísmo existe e que deve ser usado nessas horas, quando todo mundo começa a te cobrar e você já nem sabe mais quem é você mesmo. E eu ainda me perguntando se estou feliz com isso, e como vou continuar a ser, se toda hora tem alguém insatisfeito com aquilo que você faz, ou deixa de fazer. Daí é nessa hora que você tem que dizer: – Epa! mas, quem tem que decidir o que é melhor ou não para mim mesma (o) sou eu!

E então a gente se dá conta que ser feliz é isso tudo aí, é saber dar valor a cada coisa e aprender com isso, ou vai me dizer que depois de uma briga, quando a calmaria chega, a primeira ação espontânea não é um sorriso? A gente não sorri mesmo o tempo todo, e aquela velha história de ser feliz todos os dias não nos remete a ficar alegres com tudo, mas saber aprender a lição certa de cada ato. É por isso que dizem que quem é rico é feliz, não porque tem dinheiro, mas pode notar, que a maioria deles vê oportunidades em tudo. Já perdi o rumo do post, mas acho que ele fica na onda filosófica, ultimamente tenho lido tanto que não consigo gerar conteúdo para posts no estilo informativo da coisa, mas uma hora eu consigo.

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One response

19 10 2009
sil

Hey beauty,
Sabe que ser egoísta é difícil pra algumas pessoas?
Parece fácil mas não é.Voce fica se desdobrando pra agradar os outros, pra corresponder, dar o seu melhor, e no final das contas não dá pra agradar os outros e voce ao mesmo tempo na maioria das vezes.E não adianta esperar que caia a ficha dos outros.Temos que aprender a dizer não.A discordar, e até a brigar, porque não?Brigar é preciso ás vezes.É um jeito de exorcisar os fantasmas:)
beijo grande

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