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Reforma no curso de Letras

Símbolo do curso de Letras

Muita gente procura O Basculante para ler os posts sobre o curso de Letras, por conta disso decidi fazer mais um da série. A maior dúvida de quem faz Letras é saber em que área pode atuar sem se o campo de ensino, isso eu abordei no pos Profissão Letras. O embate começa com a distinção de ensino nas universidades públicas e das privadas, não que uma seja melhor do que a outra, mas o foco é diferente.

Quando vemos o curso de Letras em faculdades privadas, geralmente encontramos: licenciatura português/ inglês, português/ espanhol, às vezes lingüística e em outras o foco em tradução e intérprete, isso quando o curso de tradução não é desvinculado do curso de Letras, como na Unibero. Em algumas faculdades o curso chega a ser colocado junto com a área de comunicação, e se pode escolher até uma habilitação na área editorial como é o caso do Mackenzie (não estou fazendo propaganda), já em outras universidades como a USP ou a Anhembi Morumbi a área editorial é separada do curso de Letras. Nas universidades privadas, como chega a ser clichê, o enfoque é formar profissionais prontos para atuar no mercado, seja dando aula, traduzindo ou editando.

Já nas universidades públicas o foco é o ensino, não apenas para ser professor, mas para ser pesquisador, cientista, liderar projetos para se descobrir novas fontes de conhecimento. Não digo que quem se forma por uma universidade pública não esteja apto a trabalhar em editoras, em redações, ser revisor, ou outras tantas opções do leque, a diferença é que a prática de um universitário público depende do quanto ele se esforça para ir atrás daquilo que ele realmente quer ser. Isso é válido para a maioria dos cursos nas universidades públicas em todo o país.

Uma boa solução seria que houvesse o fim dessa dicotomia do foco mercado e foco ensino e os cursos de Letras oferecidos pelo país pudessem dar aos alunos um maior poder de escolha, a implantação de mais disciplinas teóricas em cursos privados, bolsas para pesquisa e a implantação de estágios alternados em áreas diversas em faculdades públicas seria uma boa saída. Isso não acabaria com a pesquisa em escolas públicas, ou com a preparação para o mercado em escolas privadas, mas daria maior qualidade aos alunos de Letras e faria com que o próprio mercado enxergasse que o contingente letrado que se forma todos os anos vai além do ensino, da tradução ou pesquisa.

Tentei uma vez discutir isso na minha aula de literatura portuguesa VI, tem muita gente que me apóia e tem muita gente que acha que o curso está bom do jeito que é, mas o caso é que eu penso que ao invés de fazer greve pelos mesmos motivos todos os anos, os alunos de Letras nas universidades públicas deveriam pedir uma reforma na grade, afinal todos sabemos que embora toda profissão precise de profissionais que a ensinem e a passem adiante em cursos superiores não é 100% dos alunos que deseja ou vai trabalhar nessa área.

Peripércias de fim de ano

Eu não sei da onde as pessoas tiraram as chamadas simpatias de ano novo, só sei que desde quando eu me dei por gente a família toda se atrapalhava na hora da virada para escolher a bendita da simpatia que faria, e que traria no ano seguinte mais dinheiro no bolso, saúde para dar e vender, amor, prosperidade e saúde.

Comer sete uvas e guardar as sementes na carteira, pular sete ondas, pegar a nota mais alta de dinheiro e colocar no bolso, comer uma colher de lentilha bem na hora da virada, mandar barquinho para Iemanjá…  Foram tantas que eu nem sei dizer qual delas é a mais poderosa de todas. Mas, uma delas, a que eu achava a mais nada a ver de todas, foi uma que embaraçosamente eu fiz de 2005 para 2006 e que foi a que deu certo.

Quando a gente pensa em simpatia pelo menos eu penso assim, a gente tem que ter certeza de que ao fazer aquilo o desejo vai acontecer, essa simpatia eu duvidava muito, mas como era o ano em que eu estava prestando o vestibular – e cá entre nós vestibulando faz promessa até pra Deus mesmo sendo ateu – resolvi tentar.

O esquema era você tinha que achar a lua, a posição certa dela, mesmo entre nuvens (só não dá certo se ela estiver nova) depois, você tinha que mentalizar o pedido de querer dinheiro, no meu caso eu pedi uma vaga na USP, e então dar uma abaixada rápida nas calças e mostrar o bumbum pra lua. Pois é, foi ridículo, mas funcionou! =)

No calor da meia noite as pessoas com as taças de champagne nem ligam para o que você vai estar fazendo na virada, o esquema tem que ser rápido, porque aí dá tempo de você tentar algumas outras ao mesmo tempo, tipo, abaixe as calças com 7 uvas na boca, e depois pule sete ondas…. Que seja!

E vocês, quais foram as simpatias que deram certo na virada de ano?

Caça oportunidades

As pessoas que cursam Letras – como eu – têm como disciplina básica o latim. É nessa disciplina que a gente aprende muito da nossa gramática e o porquê de algumas palavras denominarem determinadas coisas nas línguas derivadas latinas.

O nosso velho e conhecido CV cabe direitinho nesse contexto, curriculum vitae na tradução para o português fica história da vida. No entanto, na prática mesmo é a história da nossa experiência profissional, e de cursos e atributos que temos para competir no mercado de trabalho.

Pensando em 2010, que já está quase aí, e em como a tecnologia junto à web devem progredir mais e mais, acho que já é hora das pessoas repensarem o jeito de como elas contam a história de suas vidas profissionais. Isso é válido para quem trabalha mais com comunicação, informática e meios que lidem direto com o mundo online, e talvez não, se você já é um profissional que está integrado ao mundo digital.

O portfólio é uma maneira ótima de mostrar como é seu trabalho na prática, mesmo que ele não corresponda a um nível profissional, dá para achar um jeito de montar um:

  1. Se você trabalha com escrita independentemente da área, monte um blog, contribua para wikis, escreva resenhas em sites sobre o seu assunto, escreva textos e anexe-os a emails para empregadores ou leve-os com você na hora da entrevista.
  2. Se você trabalha com comunicação, atendimento, eventos, faça um vídeo no youtube falando um pouco de você e sobre as coisas que deseja fazer em sua vida profissional.
  3. É designer, artista plástico? Fotografe suas obras, filme o processo da obra, monte um tutorial de seu trabalho, contando desde a inspiração até a hora que decidiu colocar as mãos na massa.
  4. Tem vergonha de falar sobre você em vídeo? Entreviste pessoas que contrataram seus trabalhos, peça para que elas escrevam depoimentos sobre seu profissionalismo, isso conta mais que uma carta de apresentação.

Não estou falando que temos que dispensar o currículo, mas sim que ele pode e deve vir com mais traços subjetivos do que simplesmente aquilo que você fez em sua vida profissional, certo?

Hoje em dia temos vários sites que ajudam a colocar o currículo online de forma gratuita e redes sociais como o ikwa ou linkedIn que associam seu histórico profissional em formato de rede social. Se você quer trabalhar com mídias sociais, é bom ter uma conta no Me adiciona e inserir esse dado em seu currículo também.

Temos que nos lembrar que cada vez irão surgir novas profissões no mercado, e quanto antes convencermos os gestores e headhunters que servimos para as vagas olhando nosso perfil e currículo, mais será fácil a chance de se ter uma entrevista e uma oportunidade de ingressar na empresa desejada.

Outra dica legal é ter sempre o foco daquilo que deseja fazer, procurar os diferentes nomes que as empresas dão para o cargo pretendido, listar as empresas que gostaria de trabalhar e ir atrás (mesmo que não haja anúncios de vagas), porque muitas vezes as empresas não se dão conta que vão precisar de alguns serviços que só você pode oferecer até que você apareça sob os olhos deles.

Espero que o post ajude vocês leitores na caçada de um novo emprego, a blogueira no momento vive essa caça, e quis mostrar caminhos novos para conseguir um lugar ao sol. Algumas dicas foram tiradas do livro “Como conseguir um emprego e descobrir sua profissão ideal – Qual a cor do seu pára-quedas?” de Richard N. Bolles. Para quem tem twitter, fiquem atentos às vagas que surgem por lá, seu cv é encaminhado diretamente para quem está procurando  preencher a lacuna e não segue intermédio de nenhuma agência, ou seja, garantia de que ele será visto.

Boa sorte! =)

Quem acompanha o blog vira e mexe nos últimos meses notou a onda de posts subjetivos que tomaram conta daqui, e quem me segue no twitter vê que eu descarrego a raiva, a tristeza, a angústia e o alívio em situações, nunca na forma como eu enxergo o mundo. Não é questão de jogar a culpa no outro ou em alguma coisa, mas pela primeira vez eu terei que assumir que a sociedade e a educação tanto familiar quanto moral influem sim naquilo que eu sou.

Li uma matéria (essa aqui: http://carlarodrigues.uol.com.br/index.php/1416) que fez com que eu enxergasse os motivos da minha infelicidade momentânea, e é tudo devido a aquilo que eu ando almejando, tá certo que o ser humano é movido por desejos, sonhos… mas, a mulher é bem pior. Digamos que eu compro roupa e ganho sorrisos largos no rosto aumentando meu guarda-roupa, mas isso tem que ser feito a cada estação. Homens compram roupa porque precisam, ou porque aquela favorita rasgou (isso se eles trocam), ou quando engordam e veem que aquela camiseta preferida não entra mais. Eu fico triste quando todo o esforço que eu ando fazendo, não me traz todo aquele material que eu desejo, ou a segurança finaceira que eu tanto quero. Mulheres entram em crises porque ao invés de comemorar alguma conquista, já estão lamentando porque querem outra.(Ou no caso eu algumas vezes, e outras tantas que eu conheço).

Eu gosto de moda, meu namorado de cartas de Magic, eu gasto com sapatos, bolsas, acessórios, e ele é feliz jogando video-game com os amigos. Mulheres não conseguem ser felizes com algo simples, a gente sempre tem que ter aquele algo mais. Ele tem um tênis para sair, um tênis para jogar tênis, e um pro dia a dia, quando muito um sapato para ocasiões sociais. Eu surto porque tenho apenas uma sandália rasteira pro verão que não combina com a cor dos meus outros vestidos, enquanto ele, usa chinelo. E num é que a culpa é minha, parte dela é porque me deixo influenciar pelas tendências da moda, mas eu quero ficar bonita (principalmente pra ele). A gente coloca na cabeça que a roupa que a gente veste, ou as coisas que a gente tem que ter é que vão nos fazer felizes, e isso é assim na Tv, nas revistas, na internet… mesmo eu tendo um corpo que milhares de mulheres sonham em ter, tendo o cabelo liso que outras milhares almejam, ainda assim se eu não me cuidar posso ser taxada mal.

Se eu quero me casar depois dos 30 porque quero crescer profissionalmente e viajar pelo mundo, eu tenho o risco de ficar para titia ou ter dificuldade de engravidar. Se eu sou mãe antes dos 25 é uma dó porque eu tinha todo um futuro pela frente, se eu penso em me casar sem ter filhos aos 27 anos, preciso arranjar o homem que vai querer casar comigo… e assim é com muitas mulheres por aí. Por isso que os homens dizem que eles não entendem as mulheres, nem eu entendo.

Porque eu não posso ficar feliz passando uma noite jogando conversa fora num barzinho com as minhas amigas? Porque eu tenho que sofrer em não poder comprar uma bolsa Guess de R$3 mil,  enquanto meus amigos vão pro salão do carro e já voltam realizados de terem chegado perto de um daqueles carros maravilhosos?
Eu virei uma mulherzinha e sofro com a síndrome de mulherzinha! hahahah

O comentário desse tal Barney (na matéria citada acima), foi a melhor síntese desse caso:

“Talvez o homem seja mais feliz porque espere menos do mundo. E precise de menos para ser feliz. Sobre o homem não há tantas pressões a respeito da beleza, exatamente porque para ele tanto faz. Nem da moda. E, para os homens, casar ou ter filhos não é um sonho primordial. E assistir a um jogo de futebol em que seu time ganha e tomando uma cervaja com os amigos faz o dia de a maioria dos homens ser quase perfeito. Para as mulheres, um dia perfeito é beeeemmmmmm mais dispendioso…

Um homem olha uma Ferrari mas não se deprime porque nunca terá uma. Ele admira o carro e pronto. E não se deprime porque nunca será um Ronaldo. Já as mulheres em geral se angustiam por dentro quando vêem uma linda modelo, magrinha. E têm uma centena de sonhos dos quais sua felicidade e realização dependem necessariamente. Entre eles estão ter filhos, casar-se, realizar-se profissionalmente do jeito que idealizou na adolescência, ter um corpo bonito, ser sempre notada, ser amada, ser a mais bonita da festa…

Não estou dizendo que as mulheres estão erradas. Nem que os homens estão certos. Mas é que duvido muito que, se de fato todos os homens ajudassem em tarefas domésticas e a cuidar dos filhos, as mulheres seriam mais felizes. E a autora do texto atribui muito a culpa da infelicidade delas a isso. Acredito que o problema está mais na cabeça que fora dela. Nas expectativas de infância e adolescência que as mulheres se impõem para serem felizes.”

Quer saber Barney, quem quer que você seja, eu concordo plenamente com você, e acho que vou começar a ter visão de homem em determinadas coisas.

Boybands

Rivais do BSB

Rivais do BSB

Quando eu vi que o Fresno faturou o VMB 2009, fiquei inconformada. Então é isso que os jovens de hoje consideram música? Emo, emocore, sei lá o que é a categoria, os feelings da vida. Daí virei pro que eu gostava lá pelos 12 anos, e eram duas as opções: boybands, ou boybands daqui e pagode.

Deu que eu fui gostar de boybands dos EUA, da Inglaterra, da Irlanda… Hanson, Backstreet Boys, Nsync, 5ive, Boyzone, A1, Westlife, 98 degrees, nossa… um monte! como não tinha um computador e nem uma internet rápida, eu saía atrás da Siciliano a comprar revistas importadas, revistas daqui, tudo o que eu pudesse colher de informações dos grupos que eu gostava, eu tinha uma pasta para Hanson, para Backstreet Boys e uma para 5ive (descobri onde meu dinheiro ia parar nessa idade hahaha).

E era legal ver os garotos com ciúmes daqueles gringos que a gente considerava maravilhosos, eu já quis casar com o Taylor, com o Nick, o Justin, o Ritchie… nenhum garoto normal da escola chegava aos pés de algum deles. Hoje com a internet eu olho para aquele peso morto das pastas, pôsteres que eu nunca pendurei, ainda tenho alguns na parede, mas acho que é porque tenho preguiça de tirar.

Com o Youtube minhas fitas VHS com entrevistas e clipes, não valem de nada, mas na época era o delírio. Aqui no Brasil estourava o KLB, o Twister e o Broz!

Meu inglês melhorou muito, minha mãe teve que me colocar no curso de inglês porque minha irmã mais velha dizia que doía os

O Taylor é o da esquerda

O Taylor é o da direita

ouvidos dela as minhas tentativas frustradas de cantar as músicas do Hanson, só Mmmbop saía igual. Hoje em dia o inglês é com certeza a minha segunda língua.

Quando tinha show então, eu não conseguia dormir até ter o ingresso na mão, isso sem contar as horas de fila que eu pegava para tentar chegar mais próximo da grade. No show do Hanson se eu vi o Zac umas cinco vezes foi muito, eu era baixinha, fiquei no meio do povo… mas, eu fui! Entendem? hahaha

Tão gostoso lembrar dessas coisas… no show do 5ive eu me dei melhor, fiquei no camarote e:

O Ritchie com o beijinho no rosto

O Ritchie com o beijinho no rosto

- Joguei um ursinho na cabeça do J (gente, imagina quanta coisa era jogada naquele palco);

- Acenei pro Scott e ele respondeu (juro, foi pra mim)

- E o melhor, na música Until the time is through eu fiz uns gestos com a mão e fiz “You” apontando pro Abs, daí ele fez “não” com o dedo e repetiu o gesto apontando pra mim! (se minha mente pudesse transferir a cena pro Youtube…)… Nossa! eu chorava depois! hahahaha

- Mas, eu gostava do Ritchie, uma garota de 13 anos que amava um cara de 20! Pseudo amor, lógico, na época eu tinha peito mais do que as meninas da minha escola, aquele decotinho serviu de algo no show, apareci no telão e enfim, um único olhar do ídolo! (que se a gente for ver hoje em dia, não ia me pegar nunca, visto que ele tinha 20 e eu 13).

Daí a gente cresce, vai pro colegial (ensino médio), e as boybands vão ficando fora de moda e se desfazendo. Aos 15, beijar o carinha bonitinho era mais fácil que o ídolo que morava na Inglaterra, e a moda vai mudando. Meus vizinhos gostavam de skate e punk rock, e o carinha que eu gostava era fã de Charlie Brown, e o hit da época era new metal, Linkin Park (fui no show também). Resultado: Conheci Ramones, The Adicts, Rancid, e umas outras bandas mais, fui em um monte de show do CBJR, conheci os intregrantes (muito mais fácil falar em português), participei do clipe da banda do Champignom… e cresci de novo.

Aos 18 anos o vestibular me tirou da vidinha de estudante, e pediu que eu olhasse pro meu futuro, lançaram o cd que gravava MP3 e a partir daí eu vi que conhecia muito mais do mundo da música que apenas as boybands.

Só olhando pra trás pra entender porque as meninas gritam quando veem o Fresno, o Nxzero, o Jonas Brothers, a Demi Lovato, a Selena Gomez… Como a vida era mais legal quando girava em torno de chegar perto do ídolo. Nem tenho ideia de como está o Ritchie, sei que o Taylor é um coelho com 3 filhos, o Nick tenta fazer sucesso com o Backstreet Boys de novo, e na minha playlist de quando em quando entra um remember. Aposto que os garotos da minha geração vão falar que meu passado é negro e que eles são todos uns bixinhas… hahaha Mas, garanto que hoje em dia não deva ser assim tão diferente.

Febre entre as meninas

Febre entre as meninas

Ressalvas

Para haver uma briga, basta ter duas pessoas, ou até uma quando esta entra em contradição. O certo é que ninguém passa na vida sem uma briga, nunca um mês isento de uma discussão, de um perrengue, de um “eu não concordo”. E isso é muito bom, mesmo quando parece que todo mundo está contra você ou aquilo que você diz, é bom saber que há outros que pensam se outro jeito, mesmo estando certo ou errado, e às vezes os dois estão do mesmo lado e nem sabem porque a expressão dificilmente ajuda nas horas dos nervos a flor da pele. Depois que a gente se acalma e percebe as besteiras que falamos, as besteiras que passaram pela mente, o choro que engolimos… tudo isso parece que foi um rebuliço por nada, mas a gente teve que passar por aquilo para saber que no fim, tal coisa valia a pena, e tal coisa não.

A divergência de ideias, de medos, de convicções, de esperanças, acontece a todo minuto, em todas as áreas de nossa vida, com todas as pessoas a nossa volta. E o que me dá mais angústia é saber que não podemos fazer nada, que temos e devemos passar por isso, porque vivemos em sociedade, porque somos diferentes, porque vivemos. O querer bem dos outros, o ponto de vista de fora, de dentro… todo mundo tem um motivo para dar uma opinião no seu problema, na sua solução, na sua calmaria. E a gente fica bravo, feliz, emputecido, triste, dependendo se concordamos ou discordamos daquele que dá o pitaco. O ponto aperta quando é alguém querido. No final da coisa, me dei conta que às vezes a gente deve agradar a si mesmo e parar de ser o melhor para os outros, que o egoísmo existe e que deve ser usado nessas horas, quando todo mundo começa a te cobrar e você já nem sabe mais quem é você mesmo. E eu ainda me perguntando se estou feliz com isso, e como vou continuar a ser, se toda hora tem alguém insatisfeito com aquilo que você faz, ou deixa de fazer. Daí é nessa hora que você tem que dizer: – Epa! mas, quem tem que decidir o que é melhor ou não para mim mesma (o) sou eu!

E então a gente se dá conta que ser feliz é isso tudo aí, é saber dar valor a cada coisa e aprender com isso, ou vai me dizer que depois de uma briga, quando a calmaria chega, a primeira ação espontânea não é um sorriso? A gente não sorri mesmo o tempo todo, e aquela velha história de ser feliz todos os dias não nos remete a ficar alegres com tudo, mas saber aprender a lição certa de cada ato. É por isso que dizem que quem é rico é feliz, não porque tem dinheiro, mas pode notar, que a maioria deles vê oportunidades em tudo. Já perdi o rumo do post, mas acho que ele fica na onda filosófica, ultimamente tenho lido tanto que não consigo gerar conteúdo para posts no estilo informativo da coisa, mas uma hora eu consigo.

Identidade pública

Com o crescimento das redes sociais, dos orkuts da vida e todo o tralálá, muita gente faz cadastro a banca rota e mal sabe aonde está pisando ou navegando – segundo o bom internetês – por conta disso, a gente coloca no poderoso Google nosso lindo nome, e saímos em sites que nem sabemos como fomos parar por ali (no meu caso ontem, que meu perfil do twitter estava no twitter da Índia).

Ainda, tentando mascarar uma privacidade, os sites permitem que você “tranque” suas informações e mostre apenas para seus amigos, ou quem você permitir, mas de um jeito ou de outro, elas estão ali na internet. Se a conta de um amigo seu for hackeada, o cara for com sua cara, ele rouba suas informações e sai espalhando por aí, a internet nào é um porto seguro, fato.

Por isso, famosos como a Xuxa, tentam processar sites como o twitter achando que eles são os responsáveis por permitir que haja barracos virtuais incluindo o nome deles, sendo que o único responsável por qualquer informação sua na rede, é você mesmo. Não sei o quão difícil é para as pessoas entenderem que tudo aquilo que você fala, age, ou expressa pode ser usado contra e a seu favor, em qualquer meio de comunicação, e até nos mais antiquados, como a fofoca entre vizinhas em cidades com menos de 10 mil habitantes.

Mas, poxa, no termo de uso de tal site, prometia que seria protegido todas as minhas informações… sim, mas nenhum site é 100% isento de erros, ou de pirataria, lembra do dia que o Google parou? Muitos usuários forma expostos, e aí, quem é totalmente responsável por aquilo qye vai sair sobre você, mesmo com juramento na bíblia, é sempre você mesmo.

People don't change, and everybody lies.

People don't change, and everybody lies.

A gente acaba criando uma identidade pública na internet, nada é privado, você monta aquilo que deseja mostrar ou ser, posta as melhores fotos no orkut, seleciona as pessoas que vai seguir no twitter, escolhe as comunidades e testes que fará no facebook, mas de qualquer forma, direta ou indiretamente, são informações sobre você, até o Dr. House é capaz de descobrir o tipo de doença que você tem através de testes no facebook, ou o CSI descobrir o crime que você cometeu lendo seus tweets, e não estou só brincando, tudo é material.

Portanto, caro e adorado leitor, até sua entrada aqui no blog é rastreada, seu comentário leva o número do seu IP, dependendo da onde você clicou, ou pesquisou alguma tag, sei como você veio parar aqui, e não, por favor, não se assuste, esse bicho se chama internet, e se você quer ficar totalmente isento de ser encontrado pelo mundo, vá para ilha de Lost.

Não escrevi o post brava não, nem inconformada, mas acho que é legal saber que por onde você clica nesse mundo de bites, e gigas, e o diabo a 4, você é registrado, e que muitas vezes dá para usar isso a seu favor, e não contra. Todos os dias leio emails de usuários que dizem que tal cadastro os prejudica na internet, então caros, por favor leiam os termos de uso, saibam usar aquilo em que se registram.

Recado dado, quem avisa amigo é!

Beijos a todos! #Meliga

Das coisas que eu sei

A coisa mais legal da minha faculdade esse semestre é a optativa de literatura infantil, porque a carga de leitura até pode ser grande, mas é mais simples. Bom, pelo menos até onde eu achava que era. Agora, leio os livros com olhos de crítica, com a mente de adulta, e vejo por exemplo, nas Caçadas de Pedrinho, coisas que quando era criança não percebia.

Nessa matéria também, tenho ciência de que nada do que é escrito para crianças é isento de alguma lição moral, social, educativa… qualquer informação que a ajude a entender ou fazer parte do mundo.  Ou então, a inseri-la forçadamente em nosso mundo de regras esquisitas =)

O ruim é ir descobrindo na aula que grande parte da base moral que tenho foi ensinada de maneira subliminar nos livros, que eu tenho que saber dividir minhas coisas, que gente que estuda vence na vida, que quem luta consegue aquilo que quer, que eu tenho que confiar na política do meu país (mas, isso os jornais tratam de desmistificar todos os dias). Das coisas que eu sei, eu fui ensinada a saber… assim, primeiro eles me fizeram saber, para que eu mais tarde só, fosse compreender, entendem?

É a mesma coisa outro dia, eu ficando inconformada que uma pessoa não sabia o que era URL e eu assim: – Odeio essa pseudo inclusão digital!, daí meu chefe depois de rir também, me pergunta: – E você sabe?, sim eu sei o que é uma URL. Mas, não sabia dizer a sigla. Ou seja (cerveja), saber eu sabia, mas não compreendia: Universal Resource Locator, a sigla faz todo o sentido, eu sabia o que era, sabia como usar, mas não sabia explicar o que era. Tá certo que tem coisas que a gente aprende uma vez e depois esquece, mas não adiantou muito a minha inconformidade.

Depois, voltando de viagem no domingo estava eu com as primas do meu namorado e elas ouvindo músicas dos novos teens da Disney, e eu perguntando: – Quem é essa aqui? Ah, é amiga daquela cabeçuda?, ah o nome da cabeçuda é Selena Gomes? Putz!, ou seja (mais uma vez), coisas que eu sabia quando era pré adolescente e que já não sei mais hoje, mas, que eu sei se me falarem e já não compreendo mais porque se gosta disso ou daquilo. Sem contar que senti pela primeira vez aquela coisa de que estou ficando velha, elas não sabiam quem eram os Hanson (antecessores dos Jonas Brothers), o toquinho dos Power Rangers (que gente, tem esse seriado até hoje) e nunca ouviram falar de pirocóptero!

Nem sempre a gente aprende e continua aprendendo hahah as vezes esquecemos, as vezes reaprendemos, as vezes desaprendemos, mas há sim a diferença entre saber e compreender, diria que em muita coisa na vida. E eu olho pro meu cachorro e penso, que ele sabe tão pouca coisa mas, não sei se ele compreende alguma, e isso não faz diferença nenhuma na vidinha dele, como eu adoro cachorro s2

Mais um ponto em que o ser humano é complicado. Alguém aí queria saber ou compreender mais?

See ya.

E aqueles 15 minutos de fama?

Estava ontem fazendo cliques aleatórios pela internet, quando me deparei com um blog que elegia as 10 blogueiras mais gatas da blogosfera. Daí, fui ver o ranking da pessoa: duas delas eu já conhecia, as outras 8 foram uma surpresa pra mim. Até perguntei no twitter, como faz para uma blogueira se tornar famosa. (resposta só do Pitoca de Arroz).

Assim, se a gente seguir a mesma lógica da televisão é só aparecer com pouca roupa, daí na internet é aquela série de fotos orkut, melhoradas no photoshop. Ou então, a gata nem aparece, apenas escreve, escreve e escreve e alguém gosta do blog e sai divulgando, depois ela resolve colocar uma foto toda simples, uma revista a chama para fazer uma reportagem, e dá a síndrome Mariah Carey – só pesquisar o antes e o depois da cantora que vocês vão entender.

E antes que alguém diga que é dor de cotovelo, calma lá! Há dois pontos aqui: – Como eles definem os mais mais de qualquer coisa na blogosfera? Google?; – Toda jornalista/ publicitária/ comunicadora que escreve bem e é bonita é rastreada nesse ranking? O que eu quero achar aqui é um parâmetro, milhares de blogs são criados todos os dias, milhares de pessoas se formam em comunicação a cada 6 meses, quem define, afinal, qual blog ou blogueiro vai fazer sucesso?

Do top 10, umas 7 eram do meio da comunicação, do top 10 eu como mulher achei 3 realmente bonitas, do top 10 só me interessei por 2 blogs. Eu faço parte do núcleo que define os superpoderosos da blogosfera? Quem são eles?

Será que são os blogueiros profissionais que fazem uma máfia entre si e indicam o pessoal do meio? Bem, realmente não sei. Queria saber quem inventou essa coisa dos 15 minutos de fama, dos tops, dos rankings, hahaha.

Mas, eu quero pro blog e para os meus textos o sucesso, e não exatamente a fama, porque nem sempre os dois andam juntos, um assassino é famoso, por exemplo.

E deixo o recado que se o basculante não for reconhecido em um ano, eu terei a síndrome Mariah Carey hahaha (brincadeira :-p).

See you guys.

“Hey mãe eu tenho uma guitarra elétrica, durante muito tempo isso foi tudo o que eu queria ter, mas hey mãe alguma  coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente, o que fazer”. (Terra de Gigantes – Engenheiros do Havaí).

Minha forma de ver a vida tinha começado a mudar em 2006, quando eu comecei a ler sobre pessoas de sucesso, mas daí eu cai na rotina e a pouca coisa que tinha absorvido saiu da prática e voltou a algum baú do meu inconsciente ( e digo inconsciente porque nas horas difíceis alguma coisa se manifestava). Mas, até 2006 eu sabia o que queria, e eram coisas mais simples, eu queria fazer uma faculdade, arranjar um emprego fod* e enriquecer.

Daí, a gente cresce e além de crescer (alguns muito pro lado) amadurece. Não curto muito saber que mulheres tem seu cérebro maduro uns 2 anos mais cedo do que os homens, mas como somos emocionais demais, isso cria uma desvantagem e então nossas cabeças continuam com o mesmo grau de discernimento. Fato é que ultimamente eu dei uma guinada nos pensamentos, resolvi criar mais confiança – o que é uma tarefa acumulativa, feita dia a dia – e focar nas coisas que eu quero de verdade.

Fato mais uma vez que a cada dia a gente constrói ideias novas, descobre caminhos novos e eu me pego numa encruzilhada:

- Putz, mas o que eu quero mesmo?, hoje é um dia desses, comecei a aplicar o que a gente chama de Teoria do Sucesso na minha vida (o que para alguns é só mais uma auto-ajuda, mas espere até que eles me vejam rica, também vão querer essa auto-ajuda, heheh), logo, sei que um dia eu vou ter uma liberdade financeira, poder escolher o que eu quero ter, ou não, sem restrição de preço. Sei que as coisas tem que ser a longo prazo, porque pensando assim, a gente se foca nisso o tempo todo, pensa em mais formas de se chegar nisso e quando for ver,* plim *, você é o mais novo milionário do pedaço.

Só que eu não sei o que eu quero fazer profissionalmente, exatamente! =D
Talvez seja só hoje, talvez eu não descubra nunca, talvez em breve eu lance um livro sobre blogs… opções. O bom é que eu ainda sou nova e está na hora de arriscar, quando a gente estava na escola podíamos ter passado por diferentes experiências, um dia com os bombeiros, com administradores, com jornalistas, com advogados, com publicitários… assim, teríamos uma ideia melhor do que fazer.

Por enquanto, me encontro num estágio que me permitiu aprender marketing, trabalhar numa empresa sólida e ganhar dinheiro lidando com o meio digital, não que eu queira conquistar o mundo, mas certamente quero que meu nome seja lembrado por ter colaborado com o mundo, ter ganhado dinheiro, e fazer com que minha vida seja retratada numa biografia que esteja na estante da Teoria do Sucesso. E viu, nunca duvide disso, eu trabalho a minha confiança agora, e você?

Tá certo que não é da noite pro dia que isso acontece, mas alguma hora você vai ter que começar a :

- Ver oportunidades nas mudanças;
- Correr longe do medo, que é sinônimo de fracasso;
- Parar de reclamar, e começar a falar de ideias, cada ideia é um passo para frente e cada reclamação é um passo para o nada;
- Pensar que nada é impossível, se você pode querer algo, se isso existe em sua mente, então isso pode ser real, mesmo que demore algum tempo;
- Não ligar para que os outros falam, acredite apenas em quem te apóia, sempre vai haver pessoas contra você, e elas merecem ser ignoradas;
- Que se fracassar não é para colocar a  culpa em algo, aprenda com seus erros e comece de novo;
- Saber que o risco anda paralelo ao sucesso, você deve estar ciente disso, arriscar faz parte da vida.

Isso parece clichê? Pois bem, se é clichê é porque funciona. Texto subjetivo? Nada, texto estimulante. Tudo bem que eu continuo sem saber o que realmente fazer, mas sei que a oportunidade certa vai surgir, e eu vou saber identificar, assim como escolher aquela coisa que a gente quer quando é criança – quando seu mundo só depende daquele brinquedo, daí a gente cresce e é a mesma coisa, só que um pouco mais séria. =)

Como é bom fazer parte de algo que diverte as pessoas.

Como é bom fazer parte de algo que diverte as pessoas.

(Sobre a foto: Depois de umas 8 tentativas a equipe do Blogblogs/ Brasigo se reuniu para tirar uma foto com a camiseta promocional, justo no dia em que meu cabelo não estava bonito, rs.)

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