Lá vou eu seguindo a tendência de jornais, revistas, blogs, tweets, e todo meio de comunicação que se preze tentando chamar a atenção do mundo e dizer que se importava com o Michael Jackson. Mas, eu realmente me importava, tá certo que eu não era fã número um, não sei uma música inteira de cor e descobri ontem que ele tinha 9 irmãos, 3 filhos e que namorou a Brook Shields.
De qualquer forma vibrava com os hits dele, e sempre que ele lançava um clipe novo eu via no Fantástico e conversava com os coleguinhas na escola, porque convenhamos, no auge da carreira dele eu mal sabia dizer se gostava de música ou de grunhidos, mas sabia que ele fazia os clipes mais legais e que mesmo não entendendo a letra, eu dançava.
Anos mais tarde vieram dizer que ele ‘comia criancinhas’, e eu ia lá saber exatamente que ele fazia isso? Michael era mesmo o lobo mau? Depois, com a malícia adquirida na adolescência, sempre ouvi piadinhas sobre a fama do Michael, e então conseguia entender a mensagem por trás.
Só que mesmo sendo engraçado, eu nunca acreditei. O cara foi abusado quando era criança, tinha 3 filhos, e construiu um rancho, fazendo, sítio, sei lá, chamado Neverland… eu não acreditava. Tá certo que não sou psicóloga para dizer que isso era o bastante para inocentá-lo, mas quando ele dava entrevistas, tinha mais jeito de uma criança assustada, do que de um lobo mau.
Dito e feito, 16 anos depois o garoto que ganhou 22 milhões de dólares do Michael, vai ao público e diz que mentiu. Fiquei bege.
No fim, o Rei do Pop que vendeu 180 milhões de cópias (imagine cada brasileiro comprando um cd) recorde nunca batido, era um Rei mesmo. Do Pop porque não havia um hit que não grudava na cabeça, qualquer cidadão que tenha nascido nos anos 80, até uns anos atrás conhece alguma batida dele, já tentou imitar o famoso Moonwalk, ou o gritinho… Rei é Rei.
Li num blog um post que mostra um possível diálogo com o Rei do Pop, com o Rei do Rock em algum lugar no limbo, ou na ilha de LOST, ou no triângulo das Bermudas e mesmo não sendo crente e nem religiosa, espero mesmo que eles tenham se encontrado em algum lugar.
E porque Rei né? Isso só me lembra o famoso Luís da França, ou o Rei Arthur, que fizeram algo pelo povo. O Michael não fez algo necessariamente pelo povo, mas a vida dele mostrou que mesmo sendo uma pessoa infeliz, se pode trazer alegria para os outros.
Afinal, quem canta seus males espanta, e quem faz o Moonwalk reina soberano.

Outro dia estava no ônibus em pé, e comecei a prestar atenção num livro que a pessoa que estava sentada na minha frente estava lendo (comendo páginas de livros alheios) e estando de pé num ônibus um tanto quanto cheio e em movimento, só conseguia dar uma lida em uns trechos. O livro aparentava estar sendo lido pela sua quinta vez, e eu tentando entender o gênero da coisa… até que consegui ler uma página =)



